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Livros de Moderno Para Mulheres

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O Preço da Traição Conjugal

O Preço da Traição Conjugal

O cheiro de vômito e amendoim ainda pairava no ar quando Ricardo chegou em casa. Ele não olhou para nossa filha, Alice, pálida e com dificuldade para respirar no sofá, não. Ele olhou para mim, seus olhos frios e cheios de fúria. "O que você fez?" Minha voz nem saiu. Eu só tinha dado um biscoito a ela, um biscoito. A prima dele nos trouxe de presente, eu não vi o aviso de "contém traços de amendoim". Ele pegou Alice nos braços, e a fúria em seu rosto se transformou em puro desprezo. "Acidente? Você quase matou a minha filha." Ele me ignorou, ligou para a ambulância, e quando Alice se foi, ele me barrou. "Você fica. Limpe essa bagunça." Eu limpei. Esfreguei o vômito do tapete enquanto as palavras dele ecoavam: "Helena nunca faria isso. Você é inútil." Horas depois, Ricardo voltou. Sozinho. Ele se agachou, o cheiro de raiva emanando dele. "Agora você vai pagar pelo seu erro." Então ele apontou para a mancha no tapete, agora limpa, e me deu a ordem mais humilhante da minha vida. "Limpe. Com a sua boca." Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto a dor e a náusea me consumiam. Eu era um cachorro, obedecendo ao seu mestre cruel. Ele me soltou com um empurrão, e antes de sair com a amante, ele me deixou uma última ameaça: "Não me ligue a menos que a casa esteja pegando fogo." Duas semanas se passaram sem ver Alice. Duas semanas dele em uma praia ensolarada com Helena. Naquela noite, eu tomei uma decisão. Quando ele entrou pela porta, bronzeado e relaxado, eu o encarei. "Eu quero o divórcio, Ricardo. E cinquenta milhões. E a guarda total da Alice."
A Estrela da Manhã Que Renasceu

A Estrela da Manhã Que Renasceu

Meus pais me chamaram à sala de estar, o ar pesado com uma formalidade gelada. Eu, Sofia Pereira, sempre fui a segunda, a dispensável, a sombra da minha irmã Beatriz. Até que a notícia do noivado da minha irmã Beatriz e Diogo Almeida me atingiu como um raio. E, para 'garantir a harmonia', fui sentenciada a um 'retiro espiritual': exilada num convento remoto na Serra da Estrela, até o casamento ser 'consumado'. O eufemismo 'problemas' pairou, mais uma condenação do que uma sugestão. Desde que nasci, fui apenas uma ferramenta: um rim sobressalente para a minha irmã doente, a minha vida inteira moldada pela necessidade deles. O meu amor por Diogo - a quem secretamente chamei 'Estrela da Manhã' - foi roubado: Beatriz aproveitou-se da amnésia dele, convencendo-o de que ela fora a sua salvadora. Diogo, o homem que eu amava, agora me via com desprezo e crueldade. Humilhada publicamente na festa de noivado, abandonada no hospital pelo desmaio, a minha família preocupava-se apenas em pagar a conta. Meu pai agrediu-me fisicamente, cego de raiva: 'A tua única utilidade foi o rim que deste. De resto, só tens sido um fardo!' Como pude ser tão cega? Como a crueldade deles me marcou? A minha existência era apenas um fardo, uma ferramenta. A dor excruciante, a traição dos que mais amava. Mas, no fundo do poço, algo estalou: uma clareza aterrorizante. A Sofia Pereira morreu ali. E comecei a fazer as malas, não para um convento, mas para uma nova vida. Uma vida onde eu serei a protagonista, não uma figurante sofredora.
Liberdade Após as Chamas

Liberdade Após as Chamas

Miguel, meu irmão, estava na UTI, ligado a máquinas que apitavam assustadoramente. O cheiro a antisséptico queimava as minhas narinas, e o frio do hospital envolvia-me. Liguei ao meu marido, Leo. A voz dele, impaciente, parecia falar do tempo, enquanto eu sufocava. "O Miguel está no hospital," sussurrei. Silêncio. Depois, um suspiro irritado. Ele perguntou o que Miguel "fez desta vez", culpando-me por tê-lo deixado sozinho para viajar. O apartamento de Miguel ardeu. Queimaduras em quarenta por cento do corpo. Os médicos não sabiam se sobreviveria. Leo só pensou: "Merda! Isso vai custar uma fortuna. O seguro dele cobre isto?" Ele veio ao hospital, mas não sozinho. Trouxe a irmã, Clara, que choramingava por causa do seu gato. Clara confessou que Leo encontrou o gato dela em cinco minutos. Cinco minutos que poderiam ter salvo o meu irmão. Leo e a família dele defenderam Clara, culpando-me por não estar lá. Depois, descobri que ele tinha esvaziado a nossa conta conjunta. Todo o dinheiro, transferido para Clara como "apoio familiar". E a pior parte: a vizinha de Miguel viu Leo à porta do apartamento em chamas. Ele tocou a campainha, olhou o telemóvel, encolheu os ombros e foi-se embora. Ele mentiu. Ele esteve lá e escolheu abandoná-lo. O choque transformou-se em raiva fria. Como pôde ele escolher um gato e a sua irmã, em vez do meu irmão, que não consegue andar sem ajuda? Na mediação, Clara, com o seu teatro de vítima, chamou Miguel de "peso morto" e disse que o incêndio foi uma "bênção disfarçada". Leo ficou em silêncio. E ali, soube. Não era negligência. Era uma escolha deliberada. Voltei-me para a minha advogada. "Não há acordo," disse. "Vamos a tribunal. Eu quero tudo." Já não ia ser a gestora de recursos da sua irmã. A minha vida estava prestes a mudar irrevogavelmente. E a dele também.
A Chama da Vingança

A Chama da Vingança

O cheiro a queimado ainda pairava no ar quando abri os olhos, o corpo a doer por todo o lado. Vi o meu marido, Pedro, ao meu lado, a sorrir para o telemóvel. Não era um sorriso de alívio por me ver acordada. Era de divertimento. Perguntei o que tinha acontecido ao nosso restaurante, o sonho de uma vida. Ele, impaciente, disse que tinha pegado fogo. Lembrei-me de o ter empurrado para a saída antes do colapso. Então, uma videochamada: a minha cunhada Sofia, deitada numa cama, com o meu pai a cuidar dela. Pedro, carinhoso, disse: "És a minha irmã. Claro que te ia salvar primeiro." Salvar primeiro. Eu, que o havia salvado, fui abandonada à morte. Pedi o divórcio, e ele respondeu: "Não penses que vais ficar com um cêntimo." Dois dias depois, saí do hospital e o meu pai, cego pela lealdade, defendeu-o. Cheguei ao meu apartamento: vazio. Ele tinha levado tudo, até as joias da minha mãe, dadas à irmã. O meu próprio pai defendeu-o, dizendo que ele "estava sob pressão". Como podia o homem que eu amava ser tão cruel? Como o meu pai podia defender o roubo das memórias da minha mãe? A dor da traição era insuportável. Até que o Tiago, o chef, me ligou. "Eu vi o Pedro mexer nas válvulas do gás antes do incêndio." O meu coração parou. Não foi um acidente. Foi deliberado. Ele tentou matar-me por dinheiro do seguro. Casei-me com um monstro. Mas o jogo virou. Eu ia virar-me e certificar-me de que ele pagava por tudo o que fez.
Cozinheira Traída: Renascimento Ardente

Cozinheira Traída: Renascimento Ardente

O cheiro de desinfetante hospitalar e o som metálico dos equipamentos eram a trilha sonora do meu fim. Eu estava morrendo, esfaqueada por uma fã louca do meu namorado, Pedro, que gritava que eu era uma "chef malvada" que o havia sabotado. Minha vida passou diante dos meus olhos, mas não foram memórias felizes: só vi minha cozinha, a equipe que treinei e Pedro, o homem cuja carreira construí do zero, todos se virando contra mim. Tudo por causa de uma pote de tempero que Isabela, sua "amiga de infância" e eterna sombra, entregou a ele. Eu sabia que algo estava errado com aquele tempero químico; tentei avisar, que ele continha um forte tranquilizante que abragaria sua carreira. Mas fui ignorada e, pior, acusada de ciúmes e loucura na frente de todos. Meu aviso só serviu para que Pedro me desse um tapa no rosto, a dor da traição sendo muito maior que a física. No dia seguinte, ele competiu, passando mal como previ, mas o público e a própria Isabela culparam meu estresse, pintando-me como a vilã. Enquanto a vida me deixava, ouvi Isabela comemorar minha morte ao telefone com Pedro, revelando que manipulou Pedro e a carreira dele para tê-lo só para ela, fraco e arruinado. Senti uma raiva fria e profunda: a injustiça era imensa, eu não podia morrer assim. Meus olhos se fecharam, e então, se abriram novamente. O familiar cheiro de alecrim e alho invadiu minhas narinas. Diante de mim, estava Isabela, sorrindo e estendendo aquele mesmo pote a Pedro. Eu estava de volta, no momento exato da minha ruína. Desta vez, não haveria tapa, nem sacrifício. Desta vez, eu não protegeria ninguém que me traiu. Desta vez, todos eles iriam pagar.
A Escolha das Chamas

A Escolha das Chamas

Meu irmão Miguel estava gravemente doente, e a única esperança de tratamento residia nas nossas poupanças, guardadas no apartamento dele. Quando um incêndio infernal deflagrou no edifício, liguei desesperada para o meu marido, Leo, um bombeiro. Implorei-lhe que salvasse Miguel e o dinheiro vital. Mas a voz dele, do outro lado da linha, soava irritada e distante, mencionando apenas que a irmã dele, Clara, também estava lá presa. Corri para o caos e vi Leo emergir do fumo e das chamas. Nos braços dele, a sua irmã Clara, milagrosamente ilesa, segurando firmemente uma mala de marca. Minutos depois, Miguel foi retirado inconsciente numa maca, o corpo coberto de fuligem, a lutar pela vida. "Não consegui chegar a tempo", gaguejou Leo, e aquele suspiro falso rasgou o meu coração. No hospital, perante a condição crítica de Miguel, a família de Leo – ele próprio, a mãe Helena e a irmã Clara – agiam como os verdadeiros heróis e vítimas da tragédia. Helena louvava a "coragem" do filho, ao mesmo tempo que me culpava por ter o dinheiro de Miguel em casa. A raiva e a dor esmagaram-me. Mas a verdade, cruel e fria, veio à tona através da Sra. Matos, nossa vizinha do 4B. Ela revelou que Leo passou mais de quinze minutos no apartamento da Clara, no segundo andar, a ajudá-la a recolher joias e malas valiosas. Isso aconteceu antes que o fogo impedisse o acesso aos andares superiores. A Sra. Matos viu-o olhar para a janela de Miguel e hesitar, antes de simplesmente desistir. Não foi um acidente. Não foi falta de tempo ou impossibilidade. Foi uma escolha deliberada. Ele, um bombeiro treinado, escolheu conscientemente bens materiais em detrimento da vida do meu irmão. A traição era uma lâmina afiada cravada no meu peito. Não havia volta a dar. Fui para casa e enfrentei-o. "Tu não tentaste. Tu escolheste." Perante as suas justificações repugnantes e a sua crueldade, a minha voz tremeu apenas uma vez. "Quero o divórcio." A partir daquele momento, a guerra estava declarada. E eu, Sofia, não ia perder. Lutaria por Miguel e faria Leo pagar por cada centímetro da sua traição.