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Livros de Moderno Para Mulheres

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A Substituta Esquecida

A Substituta Esquecida

Há um ano, Sofia casou-se com Ricardo, um arquiteto famoso. Ele parecia o marido perfeito, com uma ternura surpreendente, chamando-a "meu anjo". Sofia sentia-se segura, feliz, e grávida de cinco meses, acreditando que o amor deles era único. Mas um dia, ao arrumar o estúdio, Sofia encontrou um caderno de esboços antigo. Estava cheio de desenhos de uma mulher incrivelmente parecida com ela. Na contracapa: "Para Elisa (a música), para a minha Lúcia." O mundo de Sofia desabou. Ela era apenas uma substituta. A dor era física, esmagadora. Secretamente, fez um aborto, o fardo de um filho nascido de uma mentira insuportável. A traição continuou; Lúcia a provocá-la abertamente, Ricardo cego à verdade. Num clímax devastador, após uma queda forçada por Lúcia, Ricardo priorizou a ex-amante. Ele ignorou Sofia e assinou o divórcio sem sequer ler. Como pôde ser tão cega? O "meu anjo" era uma farsa. O vazio no seu ventre, um eco da mentira vivida. A humilhação de ser mera peça num jogo sádico. Ela sentia-se apagada, inexistente. O desprezo e a necessidade de se salvar eram a sua única guia. Determinada a quebrar este ciclo cruel, Sofia preparou silenciosamente a partida. Deixou os papéis do divórcio e o relatório do aborto. Uma verdade devastadora para um homem que se recusou a ver. Pronta para uma nova vida, longe daquele pesadelo, em busca de liberdade e da sua verdadeira identidade no Brasil.
O Preço da Traição Conjugal

O Preço da Traição Conjugal

O cheiro de vômito e amendoim ainda pairava no ar quando Ricardo chegou em casa. Ele não olhou para nossa filha, Alice, pálida e com dificuldade para respirar no sofá, não. Ele olhou para mim, seus olhos frios e cheios de fúria. "O que você fez?" Minha voz nem saiu. Eu só tinha dado um biscoito a ela, um biscoito. A prima dele nos trouxe de presente, eu não vi o aviso de "contém traços de amendoim". Ele pegou Alice nos braços, e a fúria em seu rosto se transformou em puro desprezo. "Acidente? Você quase matou a minha filha." Ele me ignorou, ligou para a ambulância, e quando Alice se foi, ele me barrou. "Você fica. Limpe essa bagunça." Eu limpei. Esfreguei o vômito do tapete enquanto as palavras dele ecoavam: "Helena nunca faria isso. Você é inútil." Horas depois, Ricardo voltou. Sozinho. Ele se agachou, o cheiro de raiva emanando dele. "Agora você vai pagar pelo seu erro." Então ele apontou para a mancha no tapete, agora limpa, e me deu a ordem mais humilhante da minha vida. "Limpe. Com a sua boca." Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto a dor e a náusea me consumiam. Eu era um cachorro, obedecendo ao seu mestre cruel. Ele me soltou com um empurrão, e antes de sair com a amante, ele me deixou uma última ameaça: "Não me ligue a menos que a casa esteja pegando fogo." Duas semanas se passaram sem ver Alice. Duas semanas dele em uma praia ensolarada com Helena. Naquela noite, eu tomei uma decisão. Quando ele entrou pela porta, bronzeado e relaxado, eu o encarei. "Eu quero o divórcio, Ricardo. E cinquenta milhões. E a guarda total da Alice."
A Estrela da Manhã Que Renasceu

A Estrela da Manhã Que Renasceu

Meus pais me chamaram à sala de estar, o ar pesado com uma formalidade gelada. Eu, Sofia Pereira, sempre fui a segunda, a dispensável, a sombra da minha irmã Beatriz. Até que a notícia do noivado da minha irmã Beatriz e Diogo Almeida me atingiu como um raio. E, para 'garantir a harmonia', fui sentenciada a um 'retiro espiritual': exilada num convento remoto na Serra da Estrela, até o casamento ser 'consumado'. O eufemismo 'problemas' pairou, mais uma condenação do que uma sugestão. Desde que nasci, fui apenas uma ferramenta: um rim sobressalente para a minha irmã doente, a minha vida inteira moldada pela necessidade deles. O meu amor por Diogo - a quem secretamente chamei 'Estrela da Manhã' - foi roubado: Beatriz aproveitou-se da amnésia dele, convencendo-o de que ela fora a sua salvadora. Diogo, o homem que eu amava, agora me via com desprezo e crueldade. Humilhada publicamente na festa de noivado, abandonada no hospital pelo desmaio, a minha família preocupava-se apenas em pagar a conta. Meu pai agrediu-me fisicamente, cego de raiva: 'A tua única utilidade foi o rim que deste. De resto, só tens sido um fardo!' Como pude ser tão cega? Como a crueldade deles me marcou? A minha existência era apenas um fardo, uma ferramenta. A dor excruciante, a traição dos que mais amava. Mas, no fundo do poço, algo estalou: uma clareza aterrorizante. A Sofia Pereira morreu ali. E comecei a fazer as malas, não para um convento, mas para uma nova vida. Uma vida onde eu serei a protagonista, não uma figurante sofredora.
Liberdade Após as Chamas

Liberdade Após as Chamas

Miguel, meu irmão, estava na UTI, ligado a máquinas que apitavam assustadoramente. O cheiro a antisséptico queimava as minhas narinas, e o frio do hospital envolvia-me. Liguei ao meu marido, Leo. A voz dele, impaciente, parecia falar do tempo, enquanto eu sufocava. "O Miguel está no hospital," sussurrei. Silêncio. Depois, um suspiro irritado. Ele perguntou o que Miguel "fez desta vez", culpando-me por tê-lo deixado sozinho para viajar. O apartamento de Miguel ardeu. Queimaduras em quarenta por cento do corpo. Os médicos não sabiam se sobreviveria. Leo só pensou: "Merda! Isso vai custar uma fortuna. O seguro dele cobre isto?" Ele veio ao hospital, mas não sozinho. Trouxe a irmã, Clara, que choramingava por causa do seu gato. Clara confessou que Leo encontrou o gato dela em cinco minutos. Cinco minutos que poderiam ter salvo o meu irmão. Leo e a família dele defenderam Clara, culpando-me por não estar lá. Depois, descobri que ele tinha esvaziado a nossa conta conjunta. Todo o dinheiro, transferido para Clara como "apoio familiar". E a pior parte: a vizinha de Miguel viu Leo à porta do apartamento em chamas. Ele tocou a campainha, olhou o telemóvel, encolheu os ombros e foi-se embora. Ele mentiu. Ele esteve lá e escolheu abandoná-lo. O choque transformou-se em raiva fria. Como pôde ele escolher um gato e a sua irmã, em vez do meu irmão, que não consegue andar sem ajuda? Na mediação, Clara, com o seu teatro de vítima, chamou Miguel de "peso morto" e disse que o incêndio foi uma "bênção disfarçada". Leo ficou em silêncio. E ali, soube. Não era negligência. Era uma escolha deliberada. Voltei-me para a minha advogada. "Não há acordo," disse. "Vamos a tribunal. Eu quero tudo." Já não ia ser a gestora de recursos da sua irmã. A minha vida estava prestes a mudar irrevogavelmente. E a dele também.
A Chama da Vingança

A Chama da Vingança

O cheiro a queimado ainda pairava no ar quando abri os olhos, o corpo a doer por todo o lado. Vi o meu marido, Pedro, ao meu lado, a sorrir para o telemóvel. Não era um sorriso de alívio por me ver acordada. Era de divertimento. Perguntei o que tinha acontecido ao nosso restaurante, o sonho de uma vida. Ele, impaciente, disse que tinha pegado fogo. Lembrei-me de o ter empurrado para a saída antes do colapso. Então, uma videochamada: a minha cunhada Sofia, deitada numa cama, com o meu pai a cuidar dela. Pedro, carinhoso, disse: "És a minha irmã. Claro que te ia salvar primeiro." Salvar primeiro. Eu, que o havia salvado, fui abandonada à morte. Pedi o divórcio, e ele respondeu: "Não penses que vais ficar com um cêntimo." Dois dias depois, saí do hospital e o meu pai, cego pela lealdade, defendeu-o. Cheguei ao meu apartamento: vazio. Ele tinha levado tudo, até as joias da minha mãe, dadas à irmã. O meu próprio pai defendeu-o, dizendo que ele "estava sob pressão". Como podia o homem que eu amava ser tão cruel? Como o meu pai podia defender o roubo das memórias da minha mãe? A dor da traição era insuportável. Até que o Tiago, o chef, me ligou. "Eu vi o Pedro mexer nas válvulas do gás antes do incêndio." O meu coração parou. Não foi um acidente. Foi deliberado. Ele tentou matar-me por dinheiro do seguro. Casei-me com um monstro. Mas o jogo virou. Eu ia virar-me e certificar-me de que ele pagava por tudo o que fez.