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Livros de Moderno Para Mulheres

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A Esposa Fugitiva: Nunca te Perdoarei

A Esposa Fugitiva: Nunca te Perdoarei

Meu marido, o Príncipe Louco do submundo, uma vez incendiou um quarteirão inteiro só porque um rival olhou para mim de um jeito torto. Agora, ele me força a ajoelhar na garoa gelada de São Paulo, vestindo nada além de uma fina camisola de seda. Em sua mão, ele segura um tablet que controla os aparelhos que mantêm meu irmão em coma vivo, ameaçando matá-lo a menos que eu confesse ter maltratado sua nova amante. Para salvar meu irmão, engulo meu orgulho e confesso um crime que não cometi. Mas o estresse é demais. Eu perco nosso filho ali mesmo, manchando a neve branca e pura com um vermelho carmesim. Dante nem pisca. Ele passa por cima do meu corpo sangrando para consolar sua amante chorosa, me deixando para gritar sozinha por nosso bebê perdido. Ele acha que me ensinou uma lição. Ele me força a pedir desculpas à mulher que zombou de mim, mesmo enquanto meus pontos se rompem. Ele não sabe que, enquanto guardava a porta para impedir a entrada dos médicos, meu irmão realmente morreu. Ele não sabe que enterrei a única família que me restava em uma vala comum enquanto ele dormia com a mulher que me incriminou. Em nosso décimo aniversário, ele enche a casa de lírios, esperando uma reconciliação. Em vez disso, deixo os papéis do divórcio assinados na cama, pego um punhado de terra do túmulo e desapareço na noite. Quando ele perceber a verdade, serei um fantasma que ele nunca mais poderá tocar.
A Sobrevivente e o Jogo Fatal

A Sobrevivente e o Jogo Fatal

A música alta da festa abafava o zumbido nos meus ouvidos, mas ele persistia, uma lembrança constante do acidente. Todos na festa da empresa se viraram quando entrei, o choque evidente em seus rostos; Joana, a sócia dada como morta, estava de pé, num vestido vermelho. Eles não sabiam que eu já tinha "morrido" antes, num acidente de carro "infeliz", orquestrado pelos meus queridos sócios, Pedro e Lucas. Meu olhar varreu a multidão, ignorando os sussurros, até encontrar Pedro. Seu copo de uísque se estilhaçou no chão de mármore. "Joana?", sua voz um sussurro rouco, ele parecia incrédulo. O cheiro de álcool e perfume caro dele me embrulhou o estômago. "Você estava no incêndio. O prédio desabou." "Eu sou uma mulher de muitos talentos", respondi com frieza, "inclusive o de sobreviver." Os murmúrios ao nosso redor aumentaram: "É ela mesma?", "O corpo estava irreconhecível...", "Eles herdaram a parte dela, não foi?". Pedro tentou me tocar, mas eu recuei: "Não me toque". "O que está acontecendo, Joana? Onde você esteve? Por que voltou assim?" Eu dei um sorriso sem calor. "Eu vim corrigir alguns erros. E, a propósito, não é mais Joana. É Senhora Albuquerque." A confusão no rosto dele aprofundou-se. "Estou falando do meu marido", anunciei, alto o suficiente para todos ouvirem. "Eu me casei." Pedro balançou a cabeça, um riso amargo escapando. "Você não pode ter se casado. Você... você pertence a nós." Sua raiva explodiu, e ele socou um painel de vidro, quebrando-o. "Chega de joguinhos, Joana!" Lucas emergiu da multidão, calmo e arrepiante. "Ela não é a Joana", disse Lucas, sua voz carregada de certeza. "Ela finalmente voltou para nós. Nossa paixão de infância." Ele se virou para multidão atônita. "Esta mulher não é esposa de ninguém. Ela é uma farsa. E ela veio para casa." Pedro e Lucas, dois predadores me encurralaram. "Você não vai a lugar nenhum", disse Pedro, ameaçador. "Você vai ficar conosco", completou Lucas, com um sorriso gelado. "Para sempre." Naquela noite, eu "morreria" pela terceira vez, não de fogo ou aço, mas de uma verdade mais cruel: para eles, eu nunca fui Joana. Eu era apenas um corpo para preencher o vazio de um amor doentio por um fantasma. Mas agora, eu não era mais uma ovelha. Eu era a loba, e eles, minhas presas. E eu não morreria mais por eles.
Ele Deixou Nosso Filho Morrer: Minha Vingança Começa Agora

Ele Deixou Nosso Filho Morrer: Minha Vingança Começa Agora

O funeral do meu filho terminou. A chuva de Lisboa misturava-se com as lágrimas que eu nem sabia que estava a chorar. Ao meu lado, Pedro, meu marido, mantinha uma indiferença gélida. Então, ele soltou: "Sofia, já chega de drama. O Leo não ia querer ver-te assim." Leo, o nome do nosso filho. O filho que ele mal conheceu. Naquele momento, algo em mim quebrou. "Pedro, quero o divórcio," declarei, com uma voz fria e firme. A sua resposta foi um escárnio, uma ameaça vazia: "Vais ficar sem nada, Sofia." E a voz melosa da sua secretária, Clara, ecoou na minha mente: "Pedro, querido, não te esforces demasiado." Sim, querido. Enquanto o nosso filho lutava, enquanto implorávamos por um transplante de medula, ele estava no luxo, com ELA. O meu filho morreu à espera do pai, porque o telefone dele estava desligado, porque estava com a amante. Como pude ser tão cega? A minha sogra, Dona Elvira, só piorava: "Foste tu que não conseguiste dar ao Pedro um filho saudável. Foi o teu corpo que falhou." E depois, ele apareceu na televisão, transformando a morte do nosso Leo numa Fundação hipócrita, ao lado daquela mulher! Ele queria manchar a minha honra, chamar-me louca para me calar. Mas a dor transformou-se em fúria, e a fúria em determinação. Ele podia ter o dinheiro, o poder e a imprensa. Eu tinha a verdade do meu lado. Agora, vou lutar. Não só pelo divórcio, mas pela justiça. Pelo meu filho. Por mim.
Nunca Mais a Segunda Opção: O Despertar de Lia

Nunca Mais a Segunda Opção: O Despertar de Lia

Lia abriu os olhos, o cheiro de mofo e a dor latejante na cabeça. Lembrou-se da malária, da morte solitária da sua vida anterior. O calendário na parede marcava a data do seu maior erro: o ano em que o Capitão Bruno, seu marido, pediu que ela cedesse a única vaga de transferência para Manaus. Para Cíntia, a cunhada viúva, e seu Pedrinho. Na vida passada, Lia, ingênua e apaixonada, sacrificou seu sonho por eles, resultando em anos de crueldade e abandono. Agora, ele estava ali novamente, sorrindo aquele sorriso falso. "Lia, Cíntia precisa muito dessa vaga." Recusei. Aquele padrão insuportável de sempre priorizar Cíntia se repetia. Ele me chamava de egoísta, Cíntia encenava o sofrimento. Publicamente, ele me menosprezava, enchendo a cunhada de joias enquanto me dava migalhas. Na terrível enchente, com minha perna presa e sangrando sob os escombros da nossa casa, vi Bruno correr para salvar Cíntia e o filho dela. Ele me deixou para trás, novamente. A dor física era excruciante, mas a do abandono era insuportável. "Era meu dever proteger o Pedrinho", ele teve a audácia de dizer. Qualquer fio de esperança em Bruno morreu ali, sob a lama e a indiferença. Cansada de ser a segunda opção, de ser usada e esquecida, murmurei: "Não desta vez." Com a perna quebrada e a alma liberta de ilusões, enviei os papéis do divórcio e minha solicitação de transferência. Estava livre. Minha nova vida em Manaus me esperava.
Ana: Renascida das Cinzas do Amor

Ana: Renascida das Cinzas do Amor

A chuva batia forte no para-brisa, as lágrimas se misturando às gotas, enquanto a urna fria com as cinzas da minha Sofia pesava no meu colo. Eu, Ana, estava no último limite da minha dor. Meu marido, Pedro, e meu sogro, Seu Carlos, me acusavam de loucura, ofuscados pela hipocrisia de Dona Lúcia, minha sogra. Ela que, com seu sorriso dissimulado e "chazinhos milagrosos", transformou a vida da minha filha em um pesadelo silencioso. Eles me culparam por tudo. Ninguém viu a verdade por trás da sua falsa bondade, da sua avareza criminosa que custou a vida da minha Sofia. Minha filha morreu envenenada por água sanitária e açúcar, uma "receita de avó" que Dona Lúcia deu para ela. E no funeral, eles me apontaram como a vilã. "A culpa não foi de ninguém", repetiam, enquanto eu via o assassino recebendo pêsames. O mundo desabou, e a Ana, doce e paciente, morreu. Cegada pela dor, pisei fundo no acelerador, determinada a levar todos nós para o inferno. O impacto foi brutal, e a escuridão me abraçou. Mas, então, um choro. O choro da minha Sofia. E a luz suave do meu antigo quarto. Eu estava de volta. Viva. Sofia estava viva. No calendário, a data fatídica: o dia em que o primeiro prego foi martelado no caixão da minha filha. Desta vez, não haveria caixão. A Ana submissa morreu naquele acidente. De suas cinzas, renasci leoa. E desta vez, a justiça seria feita. Por bem ou por mal.
Adeus, Amor de Mentira

Adeus, Amor de Mentira

Lucas Silva finalmente sentiu o peso do mundo sair de seus ombros. Conseguiu o contrato multimilionário que salvaria a empresa de design de sua esposa, Ana Clara, pela enésima vez. Era seu ganso dos ovos de ouro, o verdadeiro gênio criativo por trás de todo sucesso dela. Cansado, mas eufórico, esperava agora o reconhecimento, talvez aquele relógio de luxo que tanto queria. Mas Ana Clara, com um sorrisinho condescendente, pegou uma caneta preta e, em seu pulso, desenhou um relógio infantil: "É um presente simbólico, querido. Sabe das nossas dificuldades financeiras." "Dificuldades financeiras." Enquanto a tinta preta parecia uma mancha humilhante em sua pele, a frase ecoava. Então, ao abrir o Instagram em casa, seu sangue gelou. A primeira postagem: Pedro Costa, assistente de Ana Clara, encostado em um carro esportivo luxuoso recém-comprado. A legenda dizia: "Obrigado, meu amor, pelo presente incrível! O verdadeiro amor da minha vida!" No reflexo do carro, a silhueta de Ana Clara, tirando a foto. Uma facada no estômago. Não havia dinheiro para um relógio para o marido que salvou a empresa, mas havia uma fortuna para um carro para o amante. A raiva fria e lúcida se instalou. Ele curtiu a postagem. O telefone tocou quase imediatamente. A voz de Ana Clara era pânico e irritação: "Lucas? Por que você curtiu a foto do Pedro? Está insinuando algo? É só um bônus." A hipocrisia, tão descarada. Um bônus que valia mais que seu salário anual! Sua voz saiu calma, gelada e irrevogável: "Ana Clara. Vamos nos divorciar." Ela riu, com escárnio. "Divórcio? Não seja dramático por causa de um carro, Lucas! Não tem senso de humor?" Ele desligou. Um cansaço de alma o invadiu. Por cinco anos, ele foi o ganso dos ovos de ouro, construindo o império dela com promessas vazias. Mas então, seu celular vibrou novamente. Sua equipe de design, seus colegas leais, tinham visto sua curtida. Eles estavam reagindo. Sofia, sua designer sênior, comentou na foto: "Meritocracia aqui é diferente, né? Enquanto o gênio que salvou a empresa ganhou um relógio de caneta..." Outros comentários ácidos se seguiram. Eles o defendiam. Um calor inesperado se espalhou por Lucas. Ele não estava sozinho. O telefone tocou de novo. Ana Clara, furiosa: "Lucas, o que você fez? Mande sua equipe apagar esses comentários! Se não, estarão todos na rua amanhã!" A ameaça era real. A barreira de gelo de Lucas finalmente se quebrou. "Você não vai tocar na minha equipe." Ele então se lembrou: Pedro não tinha qualificações. Ela o contratou por causa do relacionamento deles. Não era apenas traição, mas um esquema de longa data, onde ele financiava o caso de sua própria esposa. "O problema não é meu, Ana Clara. É seu." Ele desligou o chamada, bloqueando o número dela. Ele havia sido cego, um tolo. Mas agora, enxergava. Ela usava a lealdade dele como arma. Mas ela estava errada. A tentativa de manipulação teve o efeito oposto. Em vez de encurralado, Lucas sentiu-se libertado. Ele não se submeteria. A melhor maneira de protegê-los era tirá-los de lá. Naquela mesma tarde, Lucas chamou Sofia. "Se eu saísse desta empresa, quantos de vocês viriam comigo?" Sofia sorriu: "A pergunta não é quantos, Lucas. A pergunta é quando. Todos nós. Nós não trabalhamos para a 'Empresa Ana Clara Design'. Nós trabalhamos para Lucas Silva." Lucas respirou fundo. Ele pegou seu telefone. Ricardo Almeida, CEO da maior concorrente da empresa de Ana Clara. "Ricardo, aqui é Lucas Silva. Sua oferta ainda está de pé?" "Sempre. Diga-me o que você precisa." "Salários 30% maiores para minha equipe, bônus de contratação substancial e autonomia para mim como Diretor de Design." "Fechado. Vocês começam na próxima segunda." O peso de anos de manipulação finalmente se levantou. Ele não era um peão. Ele era a peça mais importante, e virara o jogo. Naquela noite, abriu o cofre. Pegou o acordo pré-nupcial que ela insistira. Ela o criara para se proteger, mas agora ele garantiria sua liberdade. Com determinação fria, começou a preparar os papéis do divórcio. Não haveria mais discussões. Apenas a lei.
Quando o Fogo Consome o Amor e a Vida

Quando o Fogo Consome o Amor e a Vida

Eu tinha tudo o que uma mulher podia desejar: um lar, um marido amoroso e a doce promessa de um filho, o nosso Leo. Estávamos prestes a ser a família perfeita. Mas, num piscar de olhos, tudo desabou. Presa em casa, nas chamas de um incêndio devastador, eu ligava desesperadamente ao meu marido, Miguel. O nosso bebé esperava nascer a qualquer momento. Mas ele nunca atendeu. Em vez disso, em meio ao fumo e à dor lancinante, dei à luz o nosso filho, Leo, já sem vida. No hospital, com o cheiro a queimado ainda no cabelo, soube a verdade que me rasgou a alma. Miguel não estava incontactável. Ele estava a confortar a sua prima "frágil", Cláudia, que supostamente tinha um ataque de pânico. A dor da perda foi eclipsada por uma raiva fria e uma sensação de traição indizível. A minha sogra defendeu-o: "Ele estava ocupado. O que se foi, foi-se. A vida continua." Mas a vida dele continuava, e a minha acabara. A mensagem que ele me enviou enquanto Leo morria: "A Cláudia precisa de mim. Não me ligues." Senti um vazio gélido. Como podia o homem que jurei amar abandonar-me no meu momento mais sombrio? Ele realmente não se importava, ou havia algo mais que eu não sabia? Agarrei o meu telemóvel estilhaçado e, tremendo, digitei: "Miguel, quero o divórcio." Agora, não havia volta. Eu ia desvendar a verdade por trás da sua traição e reaver a minha vida, custasse o que custasse.
Minha Segunda Chance Longe de Você

Minha Segunda Chance Longe de Você

Eu sempre amei Ricardo, o sócio mais velho de meu falecido pai, desde que me entendia por gente. Ele parecia uma figura quase paterna, mas em mim despertava um amor juvenil e intenso, alimentado por um carinho que eu sentia ser único. Contudo, numa fatídica festa da alta sociedade carioca, tudo desabou. Ricardo foi drogado, e eu, movida pela inocência e o desejo de protegê-lo, o levei para um quarto. Aquela noite, o inesperado e indesejável aconteceu, deixando-me com uma sensação profunda de impureza. A partir desse dia, minha vida virou um verdadeiro tormento. Ricardo, transformado em um homem frio e cortante, culpou-me por tudo o que desandou em sua vida. Ele me arrastou para um casamento forçado, onde as humilhações e o controle absoluto eram a rotina diária. E, o mais cruel, ele me forçou a dezoito abortos clandestinos. Cada procedimento era uma tortura, uma parte de minha alma arrancada à força, um símbolo de meu sofrimento sem fim. No décimo oitavo e último aborto, enquanto sentia a vida esvair-se, ouvi a voz gélida de Ricardo ao telefone com o médico: "Só me avise quando ela estiver morta." Como pôde o homem que eu amei, o pai que eu sonhava em ter para meus filhos, manifestar tanto ódio e indiferença? Essa frase, essa indescritível crueldade, fez-me compreender a verdadeira monstruosidade de meu carrasco. Então, veio a escuridão. E, de repente, a luz. Acordei ofegante na noite da festa, o vestido azul ainda impecável. O coração batia descontrolado. Uma segunda chance. As memórias vívidas do inferno que vivi em minha primeira vida impulsionaram-me. Eu não cometeria os mesmos erros. Minha prioridade agora era escapar do Ricardo, daquele destino cruel, e reescrever minha própria história.
Adeus, Meu Pedro

Adeus, Meu Pedro

Meu carro engasgou na autoestrada, o motor morreu, e uma fumaça branca subiu do capô. Lá fora, um congestionamento infernal. Dentro, minha bolsa de água tinha acabado de romper. Eu estava a caminho do hospital, sentindo as primeiras contrações fortes. Liguei para meu marido, Pedro, mas ele não atendeu. Tentei de novo, dez, vinte vezes. Todas as chamadas foram para o correio de voz. Foi então que liguei para a minha sogra, Laura, a voz dela cheia de apreensão. "Catarina? O que se passa? Já estás no hospital?" Eu mal conseguia respirar, as dores aumentando. "Mãe, o carro avariou na A5, a bolsa rompeu. E o Pedro não atende!" A voz dela mudou, de preocupação para uma tensão que eu não entendi. "Não consigo falar com o Pedro. A Sofia ligou-me há pouco, em pânico." Sofia, a prima dele. "A prancha dela partiu-se a surfar, bateu com a cabeça numa rocha. O Pedro foi ter com ela, era o mais próximo. Ele está com ela agora no hospital." Guincho, na direção oposta ao hospital para onde eu ia parir o filho dele! Eu estava em trabalho de parto, sozinha, no meio de uma autoestrada, e meu marido estava com a prima porque ela teve uma "pequena concussão". Enquanto eu sentia as dores lancinantes, ouço a frase de Laura: "Sê compreensiva com o Pedro. A Sofia não tem mais ninguém. Tu sabes como a vida dela tem sido difícil." Compreensiva? E a minha vida? Eu estava a carregar o neto dela, o filho dele! Quando a ambulância finalmente chegou, recebi a mensagem dele: "O meu telemóvel morreu. Estou com a Sofia no hospital. Não te preocupes, fico aqui com ela. A minha mãe já chamou uma ambulância para ti. Vemo-nos mais tarde. Força." "Vemo-nos mais tarde." Ele não perguntou como eu estava. Não mencionou o nosso filho. Naquele momento, as lágrimas que eu segurava finalmente caíram. Um vazio gelado tomou conta de mim. Aquele não era o homem com quem me tinha casado. Por que ele fez isso? Naquele dia, sozinha num hospital onde o Pedro não queria estar, onde nosso filho nasceu prematuro e em estado crítico, eu vi a verdadeira face do meu marido. Eu vi o Pedro escolher a ela. As palavras "divórcio" não eram mais uma ameaça zangada. Eram a única forma de sobreviver.
Cozinhando a Vingança: A Virada Dela

Cozinhando a Vingança: A Virada Dela

As luzes do estúdio queimavam minha pele. Cada câmera parecia um olho acusador, e o cheiro azedo do meu prato estragado era o cheiro do meu fracasso público. Eu era Maria da Silva, a influenciadora de culinária que todos amavam, no lançamento milionário de um novo tempero. Em vez disso, presenciei meu próprio funeral profissional. O representante da marca rompeu meu contrato por "quebra de confiança e incompetência profissional" . A palavra "incompetente" ecoou, me sufocando de vergonha. Quando as luzes se apagaram, meu marido, Pedro, e meu filho, João, vieram me consolar. "Foi só um acidente" , disse João, e me agarrei a eles, meu porto seguro. Mas tarde, no corredor, ouvi a voz de Pedro vinda do escritório, conspiratória: "Funcionou perfeitamente, Sofia, melhor do que o esperado." Sofia. Minha irmã. O que significava aquilo? "O sal de amônia no lugar do bicarbonato foi uma jogada de gênio sua, cunhadinha" , Pedro continuou. Meu mundo parou. Minha irmã e meu marido haviam sabotado minha carreira. E o João? "O garoto fez exatamente o que eu mandei" , Pedro disse, orgulhoso. "Distraiu a Maria enquanto você mexia na bancada." Meu próprio filho, meu João, cúmplice da traição. Eu entrei no escritório, a verdade me atingindo. "Porque era a vez da Sofia brilhar, Maria" , ele me disse, frio. "Seu sucesso sempre me incomodou. Agora, com você fora do caminho, posso construir um império de verdade com a sua irmã." Minha vida, meu casamento, tudo era uma farsa. Eu não era uma esposa amada, mas uma ferramenta. Não era uma mãe adorada, mas um obstáculo. Caída no chão de um restaurante de luxo, humilhada pela família do meu marido, eu estava no fundo do poço. Mas aquele foi também o meu despertar. Eu não ia afundar. Eu ia fugir. Ele me subestimou.