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Livros de Moderno Para Mulheres

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O Filho, O Legado

O Filho, O Legado

O barulho na sala de desenvolvimento era quase insuportável, não pelos teclados, mas pela cena no centro: Patrícia, minha ex-melhor amiga, segurando o filho que teve com Marcos, meu ex-noivo, rindo alto como se fosse a dona do lugar. E, de certa forma, era. Eles tinham tomado tudo de mim cinco anos atrás, expulsando-me da empresa que fundei, grávida e sozinha. O menino, de uns quatro anos, correu e quase derrubou um monitor caro. "A mamãe e o papai construíram tudo isso para você, sabia? Um dia, tudo isso será seu", Patrícia melosamente disse, seus olhos encontrando os meus em um claro desafio. Todos a tratavam como rainha, a esposa do chefe, a mãe do herdeiro. Para eles, eu era só Ana, uma desenvolvedora sênior que, misteriosamente, voltara à empresa que um dia fundou como mera funcionária. Ninguém sabia que cada linha de código de "Crônicas Astrais"- o jogo de ouro da empresa - saiu de minhas noites em claro. Minha mente voltou às noites em que eu e Marcos sonhávamos juntos, enquanto Patrícia, minha "melhor amiga", nos incentivava. Mal sabia eu que, pelas minhas costas, eles armavam um plano para me destruir, usando uma procuração que assinei sem ler, grávida e cega de amor. Quando o jogo explodiu, fui expulsa com a desculpa de "diferenças criativas", sem nada. E agora, ela estava ali, sorrindo falsamente, pedindo-me para "resumir" minhas novas ideias de expansão. Aquela mesma Ana ingênua de cinco anos atrás teria cedido. Mas essa Ana estava morta. "Não", respondi, minha voz fria. O choque em seu rosto foi delicioso. Ela planejava me humilhar, mas não esperava a nova Ana. Minha fúria gélida não era apenas ressentimento; era uma promessa silenciosa de retorno. A primeira peça do dominó havia caído.
Livro Maldito, Amor Bendito

Livro Maldito, Amor Bendito

Ana Lúcia segurava o troféu de ouro, mas a vitória em campo contrastava com o ar pesado de sua casa. Ali, sua família e o rico Carlos Eduardo a confrontavam. "Case-se comigo", ele propôs, enquanto os pensamentos de sua mãe, pai e irmão invadiam sua mente: um casamento para tirá-la do futebol e "proteger" Isabela, sua irmã adotiva. Eles a viam como um obstáculo a ser controlado, uma vilã em uma história que só eles conheciam. A dor física em seu tornozelo engessado era imensa, mas a traição, as tentativas de sabotagem e a negligência eram piores. Enquanto a família delirava em sua paranoia doentia, Ana Lúcia descobriu o motivo: um "livro" que a pintava como uma ameaça ao futuro glorioso de Isabela. Mesmo assim, Isabela, sua única aliada, sempre a defendeu, um amor que a ajudava a suportar a insanidade que a cercava. Perto das seletivas, um "acidente" forjado a deixou com o tornozelo quebrado. Subornaram o médico para engessá-la e lhe deram sedativos. Eles queriam confiná-la. Mas Isabela, com a ajuda de Ricardo, a resgatou. Ana Lúcia entendeu que sua luta era pela verdade e por Isabela, que acreditava nela. Em meio à dor e aos remédios, ela cortou o gesso. No jogo, enquanto corria e driblava, canalizava toda a mágoa. Ela marcou o gol da vitória. Foi então que sua família apareceu, a humilhando e acusando de egoísmo. Pedro a empurrou. Ana Lúcia caiu, a cabeça batendo no chão. Sua visão escureceu. "Você precisa viver sua própria vida agora, Bela", sussurrou, entregando a ela a medalha de seu avô. "Seja a protagonista da sua história." Ana Lúcia se foi, mas Isabela viu a verdade: o corpo dela estava em seu limite. Os registros em sua bolsa revelaram a doença terminal que ela escondia. "Ela tinha uma doença terminal", Isabela confrontou a família, a voz fria. "E vocês? Vocês estavam preocupados com um maldito livro." A família se desfez em culpa, o pai batendo a cabeça, a mãe chorando. "Vocês não têm o direito de chorar por ela", Isabela cuspiu. "Agora, vocês vão me contar tudo. Sobre esse livro." Atormentados, eles revelaram a "profecia" de um livro antigo: Ana Lúcia, a vilã, destinada a destruir a heroína Isabela. Isabela sentiu raiva e repulsa. "Vocês leram uma história e acreditaram em palavras mortas em uma página em vez de confiar na filha que sangrava e sonhava bem na frente de vocês?" Ela se recusou a dar o corpo de Ana Lúcia para eles. Ana Lúcia foi enterrada em uma colina com vista para o mar, seu lugar favorito. Isabela gravou na lápide: "Ana Lúcia. Irmã Amada. Uma Estrela que Brilhou Demais." A carta da seleção nacional de futebol chegou tarde demais. Dias depois, no diário de Ana Lúcia, Isabela descobriu toda a verdade: a dor da doença, o sofrimento diário e o amor incondicional por ela. Isabela leu o diário em voz alta para a família. A mãe desabou aos prantos. Pedro vomitou. O pai, em um grito de angústia, correu para a morte. A família que destruiu Ana Lúcia se destruiu. Carlos Eduardo, atormentado, fundou um centro de futebol feminino em nome de Ana Lúcia. Isabela se tornou uma escritora aclamada, usando sua fortuna para criar um time de futebol feminino, as "Estrelas de Ana Lúcia". No leito de morte, Isabela revisitou um campo de futebol, onde Ana Lúcia a esperava. "Você viveu por nós duas. E foi lindo", disse Ana. Em uma nova vida, duas meninas nasceram. "Ana", disse uma mãe, olhando para sua filha. "Bem-vinda ao mundo, Isabela", disse uma enfermeira. As irmãs renasceram, com uma segunda chance.
Vingança da Herdeira Arruinada

Vingança da Herdeira Arruinada

Minha nonagésima nona tentativa de suicídio falhou. Ele me disse que não teríamos mais pensamentos suicidas, satisfeito. Não era por mim, mas sim pelo meu coração, destinado à amada dele. E pelo filho que eu carregava. Uma vingança contra minha família. "Luana, sua família Silva me deve, por que você não entende?" Sua acusação era um absurdo, como tantas outras. Ele me dizia estéril, mas a droga de sua mãe que me infertilizou havia virado. Agora, eu estava grávida. Dele. Tudo era uma mentira. Uma teia para me prender. Assenti, as mãos na barriga sutilmente saliente. "Sim, a culpa é minha." O sorriso dele era de triunfo, cego ao ódio em meus olhos. Calculava o tempo. O abortivo faria efeito. Pedro, você não terá o bebê. Nem o meu coração. Desta vez, não te devo mais nada. Vamos ficar quites. Ele me humilhava, me forçando a pedir desculpas por crimes inventados. "Aquele vídeo seu... você quer que todo mundo veja como a grande herdeira da família Silva é depravada?" O pânico me sufocava, mas eu cedi. Ele me via como um objeto, um corpo, um coração. Em breve, eu não seria nada. Mas então, vi a coleira azul quebrada de Pingo. "O chef fez uma receita especial. Quase como... um ensopado de gato." A dor, a humilhação, a fúria me consumiram. Eles mataram o único que me amava. Serviram-no em uma sopa. Minha vingança seria fria, clara, absoluta. "Eu não te odeio mais. Eu não sinto mais nada por você. Estamos quites." Eu sorri para ele na sala de cirurgia, com um conhecimento secreto. Minha família tinha uma alergia fatal à anestesia. O coração que ele queria parou de bater antes que ele pudesse tocá-lo. O bebê já se foi. O coração agora é inútil. Você não tem nada. Pânico na sala de cirurgia. "Ela está tendo uma reação alérgica à anestesia! Parada cardíaca!" "Ela está grávida! O ultrassom mostra um feto de doze semanas!" "É tarde demais. Ela se foi." Minha vingança estava completa. Ele se recusou a ver a verdade. "Não me importo," Pedro disse. "Apenas... prossiga com a cirurgia da Sofia. Use o que for preciso." Ele não me libertaria, nem mesmo na morte. Minha alma fantasmagórica estava presa. Até que ele descobriu a verdade. Sofia, em sua fúria, revelou o complô. "Você se esqueceu de como planejamos tudo? Como sua mãe a drogou para que você pudesse tirar aquela foto? Foi tudo para nos livrarmos dela! Para que pudéssemos ficar juntos!" A fraude. A conspiração. A dor. Ele me encontrou em meu túmulo, cavou e achou minhas cartas de suicídio. A última dizia: "Nós estamos quites." Ele levou meu corpo para casa, tentando me preservar. Lá, ele encontrou o frasco vazio do abortivo. E o folheto sobre a minha alergia à anestesia. Eu venci. Ele se entregou. "Luana," ele disse aos microfones da polícia. "Eu te devo. Eu te devo tudo." A corrente se quebrou. Eu estava finalmente livre.
Cicatrizes da Traição: A Herdeira que Tentaram Apagar

Cicatrizes da Traição: A Herdeira que Tentaram Apagar

Fugi de casa por três dias, esperando que meu marido percebesse. Mas Justino, um poderoso Capitão da polícia e Juiz, não me ligou uma única vez. Até que fui parada em uma blitz comandada por ele. Ele não pediu meus documentos para verificar a lei seca. Ele os confiscou, trancou-me em seu carro pessoal e me levou de volta para a nossa mansão fria, agindo não como marido, mas como um carcereiro. No caminho, o celular dele acendeu no painel. Uma mensagem de um contato salvo apenas como "A": *Dói tanto... onde você está?* Ele jurou que era uma testemunha protegida. Mas naquela mesma noite, o homem que me negou um filho por cinco anos tentou me engravidar à força, usando o sexo como uma algema para me distrair daquela mensagem. Trancada no quarto de hóspedes, investiguei e a verdade me destruiu. "A" não era uma vítima aleatória. Era Angele, a meia-irmã dele. Encontrei fotos onde ele a olhava com uma adoração doentia, segurando a mão dela em camas de hospital, priorizando a "frágil" irmã acima da minha própria vida. Eu era apenas o disfarce de normalidade para o incesto emocional deles. No dia seguinte, em um jantar de família, ele apertou minha cintura com força e anunciou sorrindo para todos: "Estamos tentando ter um bebê." O medo deu lugar a uma fúria gelada. Soltei meu braço do aperto dele, encarei-o diante da família inteira e disparei: "A Angele mandou lembranças, Justino? Ou ela só está checando para ter certeza de que você ainda pertence a ela?" A mesa silenciou. A guerra havia começado.
Despertar na Dor: A Redenção da Ex-Esposa

Despertar na Dor: A Redenção da Ex-Esposa

Era uma noite igual a tantas outras, mas o som estridente do telefone virou o meu mundo do avesso. O meu pai, o meu porto seguro, caiu, os lábios a ficarem azuis, o corpo a lutar por ar. Em pânico, liguei ao meu marido, Leo, um médico, a minha única esperança. "Leo, ele não está bem!" implorei, a voz embargada pelo desespero. Do outro lado da linha, em vez de urgência, ouvi risos, música alta, o tilintar alegre de copos. Mas a sua voz, fria e distante, disse: "Estou no meio de algo importante. Chama uma ambulância." Ele desligou. O silêncio na sala era ensurdecedor, quebrado apenas pelo estertor do meu pai. A ambulância chegou tarde demais. O meu pai partiu. No hospital, Leo, a mãe Sílvia e a irmã Júlia, encenavam uma peça vazia de luto, com desculpas esfarrapadas sobre "consultas críticas". Até no funeral, a hipocrisia era nauseabunda: Sílvia queixava-se do caixão, Júlia tirava selfies com legendas melosas, e Leo fez um discurso oco sobre amor e gratidão. A raiva, fria e cortante, começou a solidificar-se dentro de mim. Mas a verdade que descobri esmagou-me: Leo não estava numa "consulta crítica" naquela noite de terror. Ele estava numa festa de aniversário... para um gato. O meu pai morria, enquanto o meu marido, um médico, celebrava o aniversário de um animal de estimação. O ar saiu dos meus pulmões. O último laço de amor e respeito estilhaçou-se. Eles ousaram chamar-me de dramática. Disseram que eu estava a exagerar. Quando Leo levantou a mão para me bater, o estalo ecoou na sala e na minha alma. Naquele instante, a dor deu lugar a uma clareza gélida. Eu não seria mais a esposa obediente, nem a filha enlutada. Eu tinha provas guardadas. E a minha vingança, esta sim, seria final.
A Redenção do Nosso Amor

A Redenção do Nosso Amor

O cheiro de fumaça sufocava meus pulmões, e os gritos da minha mãe rasgavam a noite e a minha alma. Então, o silêncio pesado preencheu o espaço, indicando que eu estava sozinha. No meio do caos, flutuando na escuridão antes da morte, o rosto dela surgiu: minha prima, Bruna. Ela não chorava; em vez disso, sorria friamente, vitoriosa, enquanto as chamas de nossa casa se refletiam em seus olhos. "Finalmente", ela sussurrou, a voz como veneno. "Tudo que era seu. Agora é meu." A dor da perda era insuportável, mas a traição, ainda pior. Nós a acolhemos, minha mãe a amou como filha, meu pai abriu as portas de nossa casa e eu a tratei como irmã. Ela nos pagou com fogo e morte. Para roubar nossa vida, ela destruiu tudo. O teto desabou, engolindo-me na escuridão. No entanto, um chamado familiar me trouxe de volta: "Sofia? Filha, você está me ouvindo?" Abri os olhos com um sobressalto, o coração batendo descontroladamente. Eu estava na sala de estar, minha mãe, Dona Lúcia, e meu pai, Seu Carlos, estavam vivos e bem. "Estamos discutindo sobre a Bruna", disse meu pai. "Sua mãe acha que deveríamos trazê-la para morar conosco." Bruna. O nome ecoou como uma pedra no meu estômago. Olhei o calendário, e a data me atingiu como um soco. Eu havia voltado. Voltei no tempo. Para o dia exato em que a tragédia começou, o dia em que acolhemos a cobra em nosso ninho. "Não", declarei, a voz surpreendentemente firme.
Ele a Escolheu, Eu Escolhi a Liberdade

Ele a Escolheu, Eu Escolhi a Liberdade

Meu marido, Heitor, e minha irmã adotiva, Karine, me apunhalaram pelas costas. Descobri que Karine estava grávida do filho dele, uma jogada calculada para garantir um herdeiro para o império de logística marítima que minha família construiu e que ele agora controlava. Ele me pintou como a esposa fria e obcecada pela carreira que não podia lhe dar um filho, transformando nossa decisão mútua de esperar em uma arma contra mim. Quando os confrontei, Heitor prometeu resolver a situação, mas era apenas mais uma mentira. Seu engano era mais profundo do que eu jamais imaginei. Quando uma figura violenta do passado de Heitor ressurgiu, revelando que ele havia usado dinheiro roubado para se casar com minha família, Heitor escolheu proteger sua amante grávida em vez de mim, deixando-me ser atacada e gravemente ferida. Ele me deixou sangrando no chão de uma galeria de arte, escolhendo proteger a mulher que carregava seu filho — um filho que, eu descobriria mais tarde, nem era dele. Eu forjei minha própria morte, fugindo para Portugal para começar uma nova vida, livre de sua teia de mentiras. Mas Heitor, consumido por uma obsessão doentia depois de descobrir a verdade, me caçou. Ele me encontrou, desesperado para reivindicar o que havia destruído. "Você é minha, Bianca", ele rosnou, seus olhos cheios de um fogo possessivo. "Sempre foi e sempre será."