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Livros de Romance Para Mulheres

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Ele me afogou, eu queimei o mundo dele.

Ele me afogou, eu queimei o mundo dele.

Meu noivo, Arthur, construiu um mundo virtual inteiro para mim depois que um acidente de escalada me deixou em uma cadeira de rodas. Ele o chamou de Aethelgard, meu santuário. No jogo dele, eu não estava quebrada; eu era a Valquíria, a campeã invicta. Ele era meu salvador, o homem que pacientemente me resgatou da beira do abismo. Então, eu vi uma transmissão ao vivo dele no palco de uma conferência de tecnologia. Com o braço em volta da minha fisioterapeuta, Débora, ele anunciou ao mundo que ela era a mulher com quem ele pretendia passar o resto da vida. A verdade era um pesadelo acordado. Ele não estava apenas me traindo; ele estava secretamente trocando meus analgésicos por uma dose mais fraca com sedativos, retardando intencionalmente minha recuperação para me manter fraca e dependente. Ele deu a Débora minha pulseira exclusiva, meu título virtual e até os planos de casamento que eu havia feito para nós. Ele vazou uma foto humilhante minha no meu pior momento, virando toda a comunidade de jogadores contra mim e me rotulando de perseguidora. O golpe final veio quando tentei confrontá-lo em sua festa de vitória. Seus seguranças me espancaram e, sob seu comando casual, jogaram meu corpo inconsciente em uma fonte imunda para "me deixar sóbria". O homem que jurou construir um mundo onde eu nunca sofreria tentou me afogar nele. Mas eu sobrevivi. Deixei ele e aquela cidade para trás, e à medida que minhas pernas se fortaleciam novamente, minha determinação também crescia. Ele roubou meu nome, meu legado e meu mundo. Agora, estou entrando novamente, não como Valquíria, mas como eu mesma. E eu vou queimar o império dele até as cinzas.
Do Inferno ao Paraíso

Do Inferno ao Paraíso

O médico confirmou: Sofia estava grávida de quase três meses. Um detalhe me corroía: eu não a tocava havia meses, desde aquela lesão que me tirou dos campos de futebol. O silêncio no carro, na volta para casa, era sufocante. "Me perdoa, Miguel", Sofia choramingou, agarrando-se a mim com lágrimas falsas. "Foi só uma vez, juro. Eu bebi demais, estava perdida, com tanto medo por você." Eu, um tolo apaixonado, quase acreditei na desculpa patética. Afinal, ela sempre foi meu paraíso seguro. A verdade, no entanto, me atingiu como um soco no estômago, numa tarde chuvosa. Espiei pela porta entreaberta do quarto e ouvi a voz dela ao telefone, gélida, cruel. "Sim, Thiago, ele está engolindo tudo. O idiota apaixonado acredita que o filho é um erro de uma noite." Thiago. Meu empresário. Meu amigo. A risada dela, baixa e perversa, ecoou no meu peito. "Com a carreira acabada, ele não tem mais nada, só a mim. E o dinheiro dele? Agora é nosso dinheiro, meu amor. Nosso e do nosso filho." O amor que eu sentia se transformou em cinzas de desgosto. Eu era a piada, o idiota, o jogador quebrado. Olhei para as fotos sorrindo na sala, para a vida que eu achava que tinha. Uma farsa nojenta. Eles me transformaram em um monstro para a família deles. Eu caí no chão, meu joelho lesionado explodindo de dor. "Você não vai estragar a minha vida!", ela gritava, chutando meu joelho repetidamente. Fui arrastado para um porão escuro, jogado como lixo. "Aprenda sua lição, Miguel", ouvi a voz dela antes que a porta se fechasse. Em meio aos gemidos de dor, percebi: o Miguel que eles conheciam havia morrido naquele porão. Eu não seria mais o idiota. Com a ajuda da Isabella, aquela que sempre acreditou em mim, eu me reergueria. A guerra mal havia começado.
Quando o Amor Vira Armadilha: A Virada da Destino

Quando o Amor Vira Armadilha: A Virada da Destino

Na sala de reuniões da minha própria empresa, o ar estava gélido. O Pedro, meu marido, sentou-se à minha frente com uma frieza cortante, ladeado pela "irmã adotiva", Sofia, cujo sorriso vitorioso me trespassava. "Eva, já assinei o acordo de divórcio. Só falta a tua assinatura." A voz dele, tão gelada quanto o mármore da mesa, me cortou o coração. Os papéis exigiam que eu entregasse todas as minhas ações da empresa, a herança do meu pai, ao Pedro, sem compensação. A empresa que o meu pai construiu, agora levada ao fundo por mim, dizia ele. "Eva, a empresa está à beira da falência por tua causa. Estou apenas a tomar o que é meu por direito." "O teu por direito? Eu confiei em ti. Dei-te a gestão porque disseste que me amavas." A risada suave da Sofia confirmou o inevitável: "Ele só queria o teu dinheiro e a tua empresa. Porque haveria de precisar de ti agora?" Ele desviou o olhar, o silêncio mais devastador que qualquer palavra. O meu filho Leo, apenas cinco anos? "Vais deixá-lo crescer sem pai?" "O Leo vai ficar comigo. Tu não tens dinheiro, nem casa, nem emprego. Ele vai ter uma vida melhor com a Sofia como sua nova mãe." "Nova mãe?!" Um grito de fúria e desespero. Um estalo. A mão do Pedro agarrou-me com força bruta. "Pede desculpa agora!" "Nunca." Ele expulsou-me. "Estás proibida de ver o Leo. Vou certificar-me disso." Enquanto a chuva me encharcava, uma chamada do hospital: "A sua mãe sofreu um ataque cardíaco. Está em estado crítico. Precisa de uma cirurgia de emergência de 50.000 euros. Pagamento adiantado." Cinquenta mil euros que eu não tinha, pois o Pedro congelara as minhas contas. Vendi o meu anel de noivado por uma bagatela, implorei a amigos que me viraram as costas. Então, o telefone tocou. Era ele. "Eu posso pagar a cirurgia dela. Com uma condição: assina os papéis do divórcio, desiste das ações e desaparece da nossa vida para sempre." A vida da minha mãe ou o meu filho. Uma escolha impossível, cruel, desumana! "Eu assino." Foi a minha voz, mas a decisão parecia rasgar a minha alma. Teria mesmo perdido tudo? Será que a minha dor me tornaria refém para sempre? Não! Eu tinha de lutar. Pelo meu filho, pelo legado do meu pai, pela minha própria dignidade. Havia de haver uma maneira de o Pedro pagar pelo que me fez.