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Livros de Romance Para Mulheres

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A Máscara Caiu: O Triunfo da Rejeitada

A Máscara Caiu: O Triunfo da Rejeitada

Quando abri os olhos, o cheiro de desinfetante invadiu as minhas narinas, e uma dor profunda no meu abdómen lembrou-me que eu tinha acabado de perder o meu filho de oito meses. Com a minha mãe em lágrimas ao meu lado, peguei no telemóvel e disquei o número do meu marido, Léo, ignorando a minha própria dor. Eu precisava de uma explicação. Mas, em vez de consolo, ouvi a voz do meu marido cheia de impaciência. "Sara, o que queres? Estou ocupado, não me incomodes com coisas sem importância." E, logo em seguida, a voz "frágil" da minha cunhada Inês, pedindo água, e o meu sogro elogiando a "atenção" do Léo para com ela. Ele estava a cuidar da sua irmã "doente", enquanto eu estava entre a vida e a morte, perdendo o nosso filho! Léo, com frieza chocante, acusou-me de ser "dramática" por causa de uma "pequena dor de estômago". Ele nem sequer acreditou que o nosso filho tinha morrido, dizendo que eu estava a inventar coisas para o "assustar". No meio da minha dor e do luto avassalador, a família dele invadiu o hospital, não para me consolar, mas para me culpar pela morte do nosso neto. Léo, o pai do bebé, olhou-me com reprovação, como se o desespero fosse meu e não dele. Mas, o que mais me rasgou a alma, foi quando a Inês, com a sua voz "chorosa", me chamou de "cunhada", pedindo desculpa, para depois, num sussurro venenoso, revelar a sua verdadeira face: "Ele ama-me. Ele sempre me amou. Tu foste apenas um substituto, um útero para lhe dar um filho." Naquele momento, todo o meu corpo se arrepiou. A dor deu lugar a uma fúria gelada. Eu não ia apenas divorciar-me. Eu ia lutar pela justiça, não só por mim, mas pelo meu filho que nunca teve a chance de respirar.
Nunca Mais Vítima: A Luta Pelo Meu Filho

Nunca Mais Vítima: A Luta Pelo Meu Filho

No dia em que o meu filho, Leo, completou cinco anos, recebi uma chamada do meu ex-marido. A voz dele cortou-me o coração: "Onde estás? Sabes que dia é hoje? É o dia em que a Ana morreu!" Mal tive tempo de processar, a voz estridente da minha ex-sogra invadiu a linha: "Sua assassina! O teu filho é uma desgraça! Ela morreu por tua causa!" Durante cinco anos, aturei as acusações, a culpa, a tortura emocional. Até o Tiago, o homem que amei, me abandonou, incapaz de olhar para o próprio filho sem ver a tragédia. Eu e o Leo éramos os culpados pela morte da irmã gémea dele, vítima de um acidente fatal enquanto me tentava salvar de um parto complicado. Mas naquele dia, olhando para o rosto radiante do meu filho num parque de diversões, senti que já chegava. O meu filho não era uma desgraça; ele era a minha razão de viver. Decidi que a amargura deles não nos envenenaria mais. Quando o Tiago me intimou, quase à meia-noite, a ir "consolar" a mãe, eu disse não. Pela primeira vez em muito tempo, senti um poder estranho. Mas a minha nova firmeza custou caro: no dia seguinte, um advogado ligou. O Tiago estava a pedir a custódia total do Leo. Ele ia usar o meu filho – o meu mundo – para me punir. Eu, a mãe dedicada, subitamente acusada de instabilidade e negligência. Pânico, raiva, desespero. Mas uma certeza: Nunca, jamais, permitiria que me tirassem o meu filho. Começou a guerra.