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Livros de Romance Para Mulheres

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Vingança Queimou Mais Que Humilhação

Vingança Queimou Mais Que Humilhação

No altar, meu coração batia forte. Olhava para Sofia, minha noiva, deslumbrante em seu vestido branco, e para mim, ela era o centro do meu universo. Eu era o "cachorrinho" dela e não me importava, afinal, era o dia mais feliz da minha vida. Mas então, um grito cortou o ar: "Parem!" . A porta da igreja se abriu e Tiago, o primo dela, entrou, ofegante. Ele gritou para todos ouvirem: "O filho que ela está esperando… é meu." Um choque percorreu a igreja. Todos os olhos se voltaram para Sofia, esperando sua negação, sua defesa. Mas ela não negou. Em vez disso, ela soltou minha mão e segurou a de Tiago, declarando que o casamento estava cancelado e que eu, Ricardo, deveria esperar. As amigas dela cochichavam, cheias de pena e malícia, dizendo que eu sempre esperaria. A humilhação me queimava por dentro. Eu mal conseguia respirar, mas a raiva não veio; apenas um vazio gelado e a terrível clareza: o que ela sentia não era amor, era conveniência. Eu era descartável. Naquela mesma noite, meus pais, figuras poderosas da sociedade paulistana, estavam furiosos com a humilhação pública. Minha mãe, pragmática, sugeriu um casamento arranjado com Camila Medeiros, uma médica brilhante. Eu, completamente destruído, aceitei. "Não preciso", eu disse. "Apenas resolvam tudo. Eu quero ir embora de São Paulo." Uma semana depois, casei-me discretamente e embarquei para Nova York. Deixei para trás um passado de dor e ingratidão, pronto para nunca mais olhar para trás, mesmo que isso significasse desaparecer da vida de todos em São Paulo, especialmente da dela.
Um Novo Amanhecer

Um Novo Amanhecer

Três anos se passaram desde que Lucas me abandonou no altar, trocando-me por Gabriela. Hoje, ele e a amante grávida, com uma barriga proeminente e um ar de triunfo, retornaram à luxuosa mansão da família Monteiro, a mesma casa que um dia pensei que seria meu lar. Com um sorriso sínico, Lucas, o "artista" boêmio, me rebaixou, pedindo que eu agisse como uma serva para Gabriela. Minha fúria borbulhava, mas mantive a compostura, assistindo-os se vangloriar de que haviam vencido. Foi então que uma pequena voz ecoou do andar de cima: "Mamãe!" Meu filho, Pedro, correu para mim, selando o destino daquele reencontro. Lucas e Gabriela congelaram, seus sorrisos sumindo ao verem meu filho, uma cópia minha. Lucas, banhado em ódio e descrença, lançou acusações vis: "Seu filho? Você teve um filho? Sua vagabunda! Tinha um amante!" Ele apontou para Pedro, chamando-o de "bastardo" e ameaçando jogá-lo na rua. A fúria protetora irrompeu em mim, e eu jurei que ele não tocaria em meu filho. No auge da discussão, Gabriela encenou uma queda, clamando por sua barriga e acusando-me de empurrá-la. Lucas, cego pela raiva e pela manipulação de Gabriela, me forçou a me ajoelhar e pedir desculpas. Mas ele não estava satisfeito; ele queria me aniquilar, ameaçando o futuro de Pedro. Enquanto Lucas arrastava meu filho inerte em direção à porta principal, o Dr. Ricardo Monteiro, meu marido e pai de Pedro, surgiu na entrada. Ele avaliou a cena em segundos: eu ferida no chão, Gabriela fingindo dor, e Lucas com Pedro desmaiado nos braços. Ricardo pegou Pedro, ordenou que chamassem um médico e, com uma calma assustadora, revelou a Lucas a verdade: "Pedro é meu filho. O seu irmão mais novo. Sofia é minha esposa. Ela é sua mãe agora, Lucas." Lucas desabou, o terror no rosto enquanto percebia a magnitude de seus erros. Ricardo ordenou que Lucas fosse açoitado, punindo sua crueldade e arrogância. Um mês depois, após se recuperar, Lucas doou sua herança e se retirou para um mosteiro, deixando para trás seu passado. Sete meses após o ocorrido, nossa filha Clara nasceu, e nossa família floresceu em paz e felicidade.