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Livros de Romance Para Mulheres

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Sob o domínio do Don

Sob o domínio do Don

Tomazzio Messina, o implacável Don da máfia siciliana, viaja até Roma para negociar uma trégua com uma família rival. No entanto, a negociação se revela uma emboscada mortal. Ferido e cercado por inimigos, ele é baleado e cai no rio, sendo levado pela correnteza. Elena, uma médica brasileira com um passado marcado por tragédia e fuga, encontra seu corpo à deriva e, contra todos os instintos de autopreservação, decide salvá-lo. Ao descobrir que está abrigando um dos homens mais perigosos da Itália, ela se vê dividida entre o medo e a necessidade de ajudá-lo. Enquanto Tomazzio luta para se recuperar, Elena percebe que escondê-lo pode ser uma sentença de morte. Mas quando seus inimigos começam a caçá-lo, ela não tem escolha a não ser lutar ao seu lado. Juntos, eles enfrentam uma fuga eletrizante pelas ruas de Roma até a segurança da Sicília, onde Tomazzio propõe um acordo: ele a protegerá de qualquer ameaça, desde que ela permaneça ao seu lado. Presos em um mundo onde confiança é um luxo e desejo pode ser uma armadilha, Elena e Tomazzio mergulham em um jogo perigoso de poder, segredos e paixão. Mas até onde Elena está disposta a ir para sobreviver? E Tomazzio... conseguirá protegê-la sem perder o controle sobre si mesmo? Uma história intensa de romance, perigo e redenção no coração do submundo da máfia.
Vendendo a virgindade

Vendendo a virgindade

Eu nunca fiz isso antes. Estou tão nervosa que deixo as palavras escaparem. Guardo as mãos dentro dos bolsos da calça jeans e afundo o corpo no sofá conforme vejo o homem alto, moreno e de olhos reluzentes se aproximar. Não cheguei aqui por acaso. Houve um longo tempo entre a proposta indecente que ele me fez e o meu "sim". Pesei e julguei tudo o que estava envolvido e percebi que era a coisa certa a se fazer, minha família precisava do dinheiro. Até pensei que ele havia se esquecido de nosso acordo, já que não me respondeu em nenhum momento do dia. E quando ligou, foi para perguntar onde eu estava e enviou um carro luxuoso que me trouxe da Zona Norte até esse condomínio cheio de mansões na Zona Sul de São Paulo. Pelo caminho eu me distraí com a névoa que cobria desde a copa das árvores até os pequenos e escuros lagos que se projetavam no horizonte. E agora, dentro de seu território, sentada em seu sofá e preparada para qualquer investida, evito encará-lo. Não consigo. Não sou de ficar envergonhada, mas agora sinto minha face toda queimar, ao vê-lo. E meu corpo parece que fica todo gelado quando nossos olhares se encontram. Quando disse que era um professor da minha faculdade, pensei logo em um velho esquisito e aproveitador, mas nem de perto o senhor Lamarphe é assim. Ele deve ser 10 ou 15 anos mais velho do que eu, sim. Mas está definitivamente longe da imagem que criei de um homem rico que ofereceria dinheiro pela minha virgindade. - Nunca fez isso o quê? - O timbre forte da voz dele me faz tremer no lugar em que estou. Sua voz é melodiosa e carrega um sotaque italiano que fica em minha mente, parece bem mais impactante agora do que quando falamos por telefone. - Nunca fez sexo ou vendeu sua virgindade por cem mil reais? O sorriso de retórica em seus lábios vermelhos faz as maçãs do meu rosto aquecerem ainda mais. Pelo visto ele é bem humorado e até agora está sendo gentil, o que me deixa menos tensa. Ainda assim, é inevitável não ficar em estado de alerta com um homem de 1,90 diante de mim. Seus braços devem ser do tamanho das minhas coxas e seu olhar mostra o quanto ele é experiente e sabe lidar com toda essa situação. - As duas coisas - balanço os ombros e o encaro. O senhor Lamarphe dá um gole generoso no líquido cor de ouro envelhecido que traz em seu copo redondo e se senta numa poltrona diante de mim. A sala da casa desse homem faz parecer que não existe privacidade: as paredes laterais, tirando as estruturas, são inteiramente feitas de vidro e consigo ver pela noite escura e densa lá fora: três carros na garagem ao lado, uma piscina mais ao fundo e uma miríade de luzes fraquinhas no horizonte, deve ser da cidade. Mas o que me deixa realmente absorta é encarar uma árvore gigantesca no meio da sala, acho que foi a coisa mais curiosa que já vi em um cômodo.