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Livros de Romance Para Mulheres

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A Aposta Cruel

A Aposta Cruel

Eu o amei em silêncio por dez anos, e nosso casamento, arranjado para ele mas um sonho para mim, começou de forma inesperada. Na nossa noite de núpcias, Pedro, sempre frio e distante, me tocou com uma ternura que atiçou uma esperança tola em meu peito. Eu me entreguei completamente, acreditando que aquele seria o início da nossa felicidade, mas estava terrivelmente enganada. Semanas depois, uma náusea constante revelou a gravidez de gêmeos, enchendo-me de uma alegria avassaladora e a certeza de que nossos filhos seriam a ponte que faltava entre nós. Decidi surpreendê-lo em seu escritório, mas a porta entreaberta me revelou outro tipo de surpresa, uma gargalhada cruel. "Você tinha que ver a cara dela, Marina, pura ingenuidade." Marina, sua amante, e a revelação brutal de que minha noite de núpcias, meu sonho, tinha sido apenas uma aposta torpe. Uma aposta imunda, com Ricardo e Flávio, seus amigos, envolvidos, e tudo filmado para o divertimento deles. Meu mundo desabou em pedaços, a alegria pela gravidez se transformou em horror, a prova do meu amor sendo o resultado de uma violação orquestrada pelo homem que eu amei. Eu acordei no escuro, paralisada, as lágrimas congeladas, enquanto ele respondia às minhas acusações com desprezo e zombaria. Ele me acusava de loucura, usava meus bebês para me manipular, e eu descobri a minúscula câmera escondida em nosso quarto. Ele encenava um marido cuidadoso, me torturando psicologicamente com sua falsa preocupação sobre minhas "ideias malucas". No consultório, ele me manteve prisioneira, silenciando minha voz e forçando-me a um jantar de negócios, onde eu era apenas um troféu de sua perversidade. A humilhação pública continuou quando ele propositalmente sugeriu um teste de paternidade durante o jantar, expondo minha dor a todos. No dia seguinte, após o teste, Ricardo e Flávio me agrediram na rua, e Pedro me abandonou para socorrer sua amante. Cheguei em casa para encontrar Marina em minha sala, exibindo o vídeo da minha noite de núpcias e se deliciando com minha dor. Ela cuspiu que eu fui a aposta mais fácil que ele já ganhou, e a raiva me fez avançar. Com um empurrão violento, ela me jogou contra a quina da mesa, e a dor lancinante me revelou o sangue escorrendo: eu estava perdendo meus filhos. A dor física era imensa, mas nada se comparava à dor de entender que meus bebês estavam sendo arrancados de mim pela violência daqueles que eu confiei. A última coisa que vi antes de desmaiar foi o sorriso triunfante de Marina. Eu acordei no hospital, sem meus filhos, e Pedro, sem remorso, ainda me ameaçou com o vídeo. Mas naquela cama de hospital, a dor se transformou em fúria, e a mulher ingênua que o amou morreu. Eu não seria mais vítima; eu me divorciaria, lutaria, e a guerra havia começado com a ajuda do meu irmão Leo.
Vingança Que Ninguém Esperava

Vingança Que Ninguém Esperava

As malas estavam prontas, e eu sonhava com uma viagem romântica que Pedro, meu noivo, prometeu há meses. De repente, o telefone tocou: a mãe dele estava "doente" no hospital, cancelando tudo. Senti uma pontada de decepção, mas a preocupação tomou conta... até que um impulso me levou a pesquisar o nome dela na internet. O obituário apareceu: "Falecida há três meses." Minha mente girava. Se a mãe dele estava morta, onde estava Pedro? A dor da traição virou uma raiva gelada. Então, nas redes sociais de Clara, nossa empregada, uma foto: Pedro na minha casa, abraçado com ela, em uma festa de aniversário. A legenda: "Obrigada ao meu amor, Pedro!" Ele não só mentiu sobre a mãe, mas me humilhou na minha própria casa! A raiva me consumiu. Peguei as chaves, sem chorar, sem gritar. Estava na hora de acabar com aquela festa. Cheguei em casa e ouvi a música alta. Entrei sem ser vista. Lá dentro, Pedro e Clara dançavam, rindo. Ele a beijou. Naquele instante, algo explodiu em mim. A calma se estilhaçou. Caminhei até eles, e o som do meu tapa estalou no ar. "Pá!" A cabeça dele virou. Dei o segundo tapa, mais forte. "Pá!" Ele cambaleou. A festa acabou. Clara se escondeu, choramingando: "Quem é essa louca?" Pedro estava pálido. "É por isso que sua mãe 'doente' precisava de você no hospital?", minha voz era cortante. Os amigos de Clara me insultaram: "Ela é faxineira! Vaza!" Clara mentiu: "Estamos juntos há quase um ano! Ela é obsessiva!" Um ano? Nos casamos há dez meses! Ele vivia uma farsa desde o começo. Me chamaram de "servente" e jogaram bebida em mim. Pedro me observou, sem mover um músculo. "Pedro! Vai ficar aí parado?", implorei. Clara sussurrou para ele, elogiando-o e denegrindo-me. Ele me encarou com frieza. Então, Pedro fez sua escolha: "Saia da minha casa, Sofia." Eu o encarei, o sangue da minha mão manchando os cacos de vidro que me feriram quando ele me empurrou contra a mesa. "Você não faz ideia do que acabou de fazer. Esta casa é minha. Sua empresa, seu carro, suas roupas… tudo foi pago com o meu dinheiro. Você é um nada sem mim. E, a partir de hoje, você voltará a ser exatamente isso: um nada."