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Livros de Romance Para Mulheres

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Laura: Renascida das Cinzas

Laura: Renascida das Cinzas

O cheiro de tinta a óleo agora era só uma lembrança distante, afinal, fazia cinco anos que eu, Laura, a pintora promissora, trocara meus pincéis pela sombra do sucesso de Marcos, meu então namorado. Ele, um arquiteto ambicioso, retornava sempre tarde para nossa mansão, sua voz, antes melodia, agora apenas um ruído de fundo na minha cozinha, onde eu preparava jantares que ele mal notava. Naquela noite, meu mundo virou de cabeça para baixo quando vi o camafeu de safira da minha avó, minha única herança de valor, não no meu peito, mas pendurado no pescoço de Clara, a "amiga" órfã que ele acolhera em nossa casa. Marcos admitiu ter recomprado e dado o colar a ela, alegando que Clara, em sua fragilidade, o lembrava de mim em nossos tempos difíceis, e que por ela, ele conseguia fazer o que não fez por mim no passado. A dor e a humilhação me dilaceraram quando ele, ao ver meu tornozelo quebrado por um tombo "acidental" causado por Clara, se preocupou mais com o bolo de quinhentos reais do que comigo, e me levou a um pronto-socorro barato, reclamando do custo da bota ortopédica, tudo isso enquanto gastava uma fortuna em joias para ela. Eu não era mais sua parceira, eu era seu alicerce, enterrada, esquecida e substituída, e a cruel verdade me atingiu: para ele, eu não tinha valor algum. Mas aquela noite, enquanto Marcos e Clara riam e tramavam minha remoção, uma decisão se formou em mim, fria e dura como um diamante: ele não me reconhecia mais? Bom. Porque eu também não me reconhecia, e estava na hora de encontrar a mulher que ele e Clara haviam tentado enterrar.
A Chamada Ignorada

A Chamada Ignorada

Grávida de três meses e a recuperar de um terrível acidente de carro, com o meu pai ferido ao meu lado, a minha única esperança era o Miguel. Liguei-lhe dezoito vezes, desesperada, do hospital. Quando finalmente atendeu, a voz dele era de irritação: "Que foi agora? Já parou de chover, porque é que me estás a ligar? Passei o dia todo nisto!" Naquele momento, enquanto a voz da minha prima Sofia, supostamente assistida e consolada por Miguel, ecoava na chamada, o meu mundo desabou. Ele ignorou-me, a mim e ao nosso filho por nascer, para correr para Sofia e o seu gato. Ao vê-lo priorizar uma prima distante e zangar-se com a minha dor, soube que a minha vida com ele era uma farsa. Ao propor o divórcio, Miguel explodiu em fúria. Chamou-me "instável", ameaçou-me, e na nossa casa, esmagou o nosso álbum de casamento e partiu a loiça que a minha mãe me dera. A família dele, incluindo Sofia e o meu sogro, juntou-se ao ataque, acusando-me de ser egoísta e sem coração, usando a minha gravidez contra mim. Cada ameaça, cada lágrima, parecia-me um golpe mortal. "Será que a vida da Sofia era difícil? E a minha e a do meu pai, era fácil?" Grávida, com um pai à beira de um enfarte, éramos nós que não merecíamos ajuda? Que tipo de homem se virava contra a própria mulher e filho neste momento? O que me prendia a ele, para além do nojo que sentiria de mim mesma se continuasse assim? Foi então que a Dra. Mendes viu a minha oferta: abdiquei de tudo, de cada cêntimo e bem comum. A minha única condição? Que ele renunciasse a qualquer direito parental sobre o nosso bebé. E pela primeira vez, eu soube: esta guerra ia acabar. O meu filho não precisava de um pai como ele. Eu iria recomeçar, fosse qual fosse o preço.