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Livros de Romance Para Mulheres

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O Leilão do Inferno Pessoal

O Leilão do Inferno Pessoal

Dei a Heitor sete anos da minha vida, construí sua carreira do zero e abri mão dos meus sonhos por ele. Sete anos de traições perdoadas, de joelhos falsos e promessas vazias, culminaram em uma noite que jamais esqueceria. Na festa da sua empresa, a empresa que ajudei a edificar, eu o vi. Meu marido, Heitor, beijando outra mulher com uma paixão que me negava há anos. Sofia. Jovem, em um vestido vermelho, e grávida do filho que eu, Clara, tanto quis ter com ele. A mentira desmoronava diante dos meus olhos. Ele me apresentou a ela, me humilhou diante de todos e, com um sorriso cruel, anunciou: "Esta é Sofia. Vamos nos casar em breve." O mundo desabou. "Somos casados!" , eu gritei, mas ele descartou nossos sete anos como "um pedaço de papel" . A dor de ser descartada, não apenas traída, era física, dilacerante. Ele me quebrou, me deixou caída no chão da nossa casa, com as pernas fraturadas por suas mãos violentas. "Você não vai se divorciar de mim. Você não vai pegar um centavo do meu dinheiro." Minha vida, meu corpo, minha alma... Tudo era dele, segundo o acordo pré-nupcial que assinei, sem ler, em um ato de amor cego. Ele jogou em minha cara que eu era inútil, sem valor. Até que veio a ameaça final: ele me leiloaria. Sim, uma venda brutal, um "leilão de esposa" para homens ricos e depravados. Era o inferno, e eu estava lá. A humilhação era profunda, insuportável. Mas então, em meio ao horror, uma voz que eu conhecia gritou: "Dez milhões!" Meu tio Marcos, que eu não via há uma década, apareceu. Ele me comprou, não para me possuir, mas para me libertar. Ele conseguiu meu divórcio, revelando a Heitor que ele mesmo o havia enganado: o dinheiro era mais forte que seu ego. Livre. Uma nova palavra pulsava em minhas veias. Mas não seria o suficiente. Heitor me subestimou, me jogou para o inferno. Só que agora eu estava de volta. Mais forte, mais inteligente e pronta para me vingar. Afinal, o lixo de um homem pode ser a arma de outro. Prepare-se, Heitor, a guerra apenas começou.
Casamento de Desespero

Casamento de Desespero

Meus dedos tremiam ao assinar meu nome, Ricardo, no contrato que me uniria a uma completa desconhecida. Menos de 24 horas após conhecer Ana, uma militar de olhar firme, o funcionário do cartório nos declarava casados, um ato de desespero para me libertar de Sofia. A imagem de Sofia rindo, tratando-me como lixo ao lado de Lucas, ainda queimava. A humilhação de ser expulso da casa que um dia considerei minha, encontrando meus pertences jogados como lixo em um quarto de hóspedes. Mas o que me destruiu de vez foi ouvir a voz dela, minha noiva de infância, confessando sem remorso: "Ele foi útil, eu admito. Mas agora eu sou a Dra. Sofia Oliveira, e você é o herdeiro de uma grande empresa. Somos o casal perfeito. Ricardo era só uma escada." Cada palavra era uma facada, revelando que meu amor e lealdade não passavam de ferramentas para ela. Voltei para buscar minhas coisas e então vi: o porta-retratos quebrado da minha avó, a única lembrança preciosa que me restava. "Acidentes acontecem", disse a Sra. Oliveira, com desprezo. Eles não apenas me humilharam, mas também desrespeitaram a memória de quem mais me amou. A dor se transformou em fúria quando, ao tentar me demitir do hospital, Sofia e sua família armaram um espetáculo, me pintando como instável e louco, usando sua influência para me expulsar e arruinar minha carreira. Mas a reviravolta mais cruel veio quando descobri que a intromissão deles em minha vida culminou na morte de minha avó, que não pôde pedir ajuda a tempo. Todo amor, dedicação e sacrifício se desintegraram. A vida que construí se desfez em mentiras. Quem era eu agora? Um médico sem família, sem lar, desempregado e casado com uma estranha. A voz de Ana me ancorou na escuridão: "Case-se comigo." Esse ato de loucura se tornou a única chance de sobrevivência. Eu precisava cortar todos os laços e começar de novo, longe de tudo que me lembrava daquela traição. Com uma decisão fria e determinada, eu me virava para um futuro incerto, mas finalmente livre.