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Alice Ribeiro lutava por ar, seu peito um torno sufocante.
Seu filho de seis anos, Léo, observava, o rosto pálido de pavor.
Choque anafilático.
Piorando rapidamente.
Ela engasgou o nome de seu marido, Marcos, implorando para que ele ligasse para o 192.
“A mamãe não consegue respirar!”, Léo gritou ao telefone.
Mas Marcos, ocupado "fazendo networking" com sua amante Carla, descartou o caso como um simples "ataque de pânico".
Minutos depois, ele ligou de volta: a ambulância que ele supostamente chamou para Alice foi desviada para Carla, que apenas "tropeçou" e torceu o tornozelo.
O mundo de Alice se partiu.
Léo, um herói em seu pequeno coração, correu para fora em busca de ajuda, apenas para ser atingido por um carro.
Um baque surdo e medonho.
Ela assistiu, um fantasma em sua própria tragédia, enquanto os paramédicos cobriam seu corpo pequeno e quebrado.
Seu filho se foi, porque Marcos escolheu Carla.
Devastação.
Horror.
Culpa.
A imagem de Léo a assombrava, uma marca em brasa.
Como um pai, um marido, podia ser tão monstruosamente egoísta?
Um arrependimento amargo e consumidor corroía sua alma.
Carla. Sempre a Carla.
Então, os olhos de Alice se abriram de supetão.
Ela estava no chão da sala.
Léo, vivo e bem, entrou correndo.
Era uma segunda chance aterrorizante e impossível.
Aquele futuro catastrófico não aconteceria.
Ela retomaria sua vida, protegeria seu filho e os faria pagar.
Capítulo 1
Alice Ribeiro ofegava por ar. Seu peito se apertou, um torno esmagando seus pulmões.
Léo, seu filho de seis anos, observava, seu pequeno rosto pálido de pavor. "Mamãe?"
Ela procurou desajeitadamente por sua caneta de adrenalina, sua visão embaçando. Choque anafilático. Rápido.
"Ligue... pro Marcos", ela engasgou. "Um... nove... dois."
Léo, abençoado seja seu coração corajoso, pegou o celular dela. Seus dedinhos atrapalhados tocaram na tela.
Ele apertou o botão de chamada para Marcos.
"Papai! A mamãe não consegue respirar! Ela parece muito mal!", Léo gritou ao telefone.
A voz de Marcos veio do outro lado, distante, irritada. "Ela provavelmente só está tendo um ataque de pânico, Léo. Dê a caneta de adrenalina pra ela. Estou num evento de networking com a Carla. Chego em casa logo."
"Não, papai! É sério! Ela disse pra ligar pro 192!"
"Ok, ok, eu chamo uma ambulância pra ela", disse Marcos, mas seu tom era displicente.
Alguns minutos depois, enquanto Alice flutuava numa névoa de dor, Marcos ligou de volta. Léo colocou o telefone em seu ouvido.
"Alice? Escuta, a Carla tropeçou. Torceu o tornozelo feio. A ambulância que eu chamei pra você, estou desviando pra ela. Ela está mais perto e com muita dor. Você só usa sua caneta de adrenalina, vai ficar bem."
O mundo de Alice se partiu. Carla. Sempre a Carla.
Léo, ouvindo isso, gritou. "Não! A mamãe precisa de ajuda!" Ele largou o telefone e disparou pela porta, provavelmente tentando chamar a Dona Helena do apartamento ao lado.
Uma buzina soou. Um baque surdo e medonho.
Alice, através da névoa, ouviu um tipo diferente de grito, não o de Léo.
Então, silêncio.
Sua própria respiração falhou, um último suspiro irregular. Seu espírito parecia se desprender, flutuando acima.
Ela viu Léo. Deitado na rua. Imóvel.
De repente, os paramédicos estavam lá, trabalhando nela, depois correndo para Léo. Tarde demais.
A imagem queimou em sua alma: Léo, pequeno e quebrado, porque Marcos escolheu Carla.
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