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Capítulo 7
Invasão domiciliar
Palavras: 1178    |    Lançado em: 17/03/2022

Desde que Rachel chegara, Jack permaneceu calado. E agora, a primeira frase que enunciou foi para detê-la.

Diante daquilo, Rachel fitou-o com um sorriso de escárnio.

Momentos antes, quando Alice jogou aquele vaso nela, Rachel percebeu que Jack queria impedir Alice, porém ele acabou se sentando e não reagindo.

Todavia, quando o objeto atingiu Alice, derrubando a prateleira por acidente, ele se levantou antes de todo mundo. Ele correu em direção à Alice, a fim de protegê-la das garrafas caindo.

Quando estava a caminho do local, Rachel reouviu todas suas memórias do passado. Foi tudo tão rápido e avassalador que ela pensou talvez ter se esquecido de alguma lembrança boa de Jack.

Infelizmente, apesar dos esforços, não se recordava de nenhum gesto generoso do pai.

E era justamente isso que as ações e as palavras de Jack confirmavam naquele momento.

"Está nervoso por quê, pai? Só quero fazer umas perguntas aos tiras."

"Você..."

Devido ao que Caroline lhes relatara mais cedo, os policiais achavam que Rachel só queria fazer um barraco. Um deles perguntou impacientemente: "O que está acontecendo aqui?"

Rachel olhou para ele, sorrindo e parecendo tão pura.

Diante daquele olhar inocente e encantador, o agente começou a duvidar que ela tinha de fato injuriado alguém.

"Senhor, por acaso o proprietário de uma residência tem o direito de permitir ou proibir qualquer indivíduo de adentrar o lar em questão?", Rachel inquiriu vagarosamente. Sua voz era como música a seus ouvidos.

"Mas é claro." O tira franziu a testa, pois achou a resposta extremamente óbvia.

"E se o indivíduo em questão estiver morando na residência supracitada sem permissão prévia do proprietário? Qual é o crime? Invasão domiciliar? O proprietário por acaso teria o direito de alertar as autoridades?" Rachel piscou inocentemente.

"Claro. Teria todo o direito. É invasão domiciliar mesmo. Mas todo mundo sabe disso! Para quê, essas perguntas bestas? Para quê, essa perda de tempo?!" O agente estava começando a perder a paciência.

Rachel estalou os dedos e retrucou: "Obrigada pela resposta, senhor. Nesse caso, por favor, gostaria de reportar esses invasores. Leve-os daqui."

Todos ficaram pasmos.

Caroline foi a primeira a perceber o que estava se passando. Em uma voz forçarda, ela irrompeu: "Rachel, que presepada é essa? Já sei que você não vai com a minha cara nem com a de Alice, mas chega de besteira, por favor. Se você tiver alguma reclamação ou mágoa, nós podemos resolver entre nós. Não vai se repetir mais, eu prometo. E quanto ao ocorrido de antes, eu peço à Alice que se desculpe, tá? Tem tanto crime de verdade ocorrendo por aí, esses policiais devem ter mais o que fazer, e..."

"Caroline, não se preocupe. Aqui se faz, aqui se paga. E a vez de Alice vai chegar. Eu não vou me esquecer do que ela fez", Rachel declarou.

Caroline ficou uma pilha de nervos, pois nem conseguiu terminar sua frase.

Foi aí que Alice perdeu as estribeiras de novo. "Rachel Bennet! Você não tem o direito de nos expulsar daqui! Você é que tem que ser enxotada daqui!" Em seguida, Alice começou a se explicar aos policiais: "Faz tempo que ela não fazia parte de nossa família. Já não estabelecemos que invasão de domicílio é crime? Então, está aí a perpetradora! Levem-na agora para a cadeia!"

"Alice! Chega! Seu pai é dono desta casa, e Rachel é sua irmã. Ele ainda não se decidiu, você não pode..." Caroline tentou impedir a filha de prosseguir.

Alice virou-se para Jack, com os olhos cheios de lágrimas. "Pai, você realmente vai ficar sentado de braços cruzados enquanto Rachel me faz de gato-sapato? Olhe para mim! Estou ferida! Desde que chegou aqui, ela está planejando nos expulsar. Quem diabos ela pensa que é?"

Jack estava lívido. Ele estava tentando reprimir sua raiva desde que Rachel entrou em cena. Agora, diante do ataque à filha e à esposa, Jack não pôde mais se conter.

"Rachel, saia de minha casa agora! Você não é bem-vinda aqui!"

Tais palavras ecoaram nos tímpanos de todos.

Rachel sentiu uma pontada de tristeza em seu peito, que por pouco não a dominou.

Aquelas emoções lhe pareciam estranhas no momento. Antes de ela sequer começar a refletir a respeito, Alice se adiantou, estendendo a mão a fim de agarrar seu pulso, com a intenção de arrastá-la para fora da casa.

Os olhos de Rachel escureceram. Ela girou sua própria mão, agaturrando o punho de Alice com mais força ainda, o estalando.

"Ai!", Alice urrou de dor. Pelo som de seus ossos, seu punho havia sido deslocado.

"Rachel Bennet!", Jack rosnou.

Os policiais reagiram fechando-se em uma carranca. Não esperavam que Rachel cometesse uma agressão bem diante deles!

A dúvida se ela seria capaz ou não de machucar outra pessoa agora se dissipava.

Rachel soltou o pulso de Alice e a encarou. Depois, dirigiu-se aos tiras: "Senhor, você viu o que aconteceu, certo? Foi legítima defesa. Ela que me atacou primeiro. Vocês viram!"

"Você deslocou o pulso dela! Isso é uso excessivo de força!" Um dos policiais avançou, com o propósito de algemar Rachel.

Se ele não tomasse uma atitude, acabaria manchando sua reputação como policial!

Rachel exibia um leve sorriso enquanto Andy jazia defronte a ela com os braços abertos. "De acordo com o artigo vinte do código penal, caso haja grande injúria física, então a legítima defesa é caracterizada como excessiva, e passível de punição. A senhorita Alice Jenkins, no entanto, tentou agredir minha cliente, senhorita Rachel Bennet. Minha cliente, por sua vez, apenas agiu para assegurar sua integridade física, pois não sabia o que sua agressora, Alice Jenkins, seria capaz de fazer a seguir. Não houve nenhum dano excessivo à senhorita Alice."

Andy exibiu uma expressão solene em seu rosto e prosseguiu: "Portanto, meus bons senhores, a conduta de minha cliente está dentro de âmbito da legítima defesa legal e é totalmente justificada."

"E você, quem é?" O agente se deteve, mirando Andy da cabeça aos pés.

Na verdade, Andy estava certo. Foi Alice quem começou. Rachel deslocou seu pulso, de fato, mas seria justificável dizer que o fez apenas para impedir o ataque de Alice.

Andy pegou seu cartão de visita e o entregou ao policial. "Sou Andy Torres, advogado da senhorita Rachel."

O policial averigou o cartão e inquiriu: "Foi você que nos ligou, não foi?"

"Exato." Apesar de estar sob o olhar severo dos oficiais, Andy não se apequenou. Apenas assentiu e continuou mantendo o contato visual sem recuar.

"Então você nos chamou para relatar que sua cliente havia agredido alguém, é isso?", o outro agente questionou incrédulo. 'Mas que gente esquisita! Este advogado está tentando denunciar sua própria cliente?'

"Claro que não", Andy retorquiu.

"Então qual é a denúncia?" A paciência dos tiras estava por um fio. Se não fosse a possibilidade de uma outra agressão, eles já teriam partido!

"A razão pela qual eu chamei vocês já foi revelada por minha cliente", Andy esclareceu.

"Como assim?", os agentes perguntaram em uníssono.

"Por favor, retirem estes indivíduos daqui", Andy acrescentou. Depois, ele entregou um documento à polícia. "Por movito de invasão domiciliar."

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1 Capítulo 1 Renascimento e divórcio2 Capítulo 2 Alice enchendo o saco3 Capítulo 3 Vou te assombrar para sempre4 Capítulo 4 Vontade e testamento5 Capítulo 5 De volta à família Bennet6 Capítulo 6 Chamando a polícia7 Capítulo 7 Invasão domiciliar8 Capítulo 8 Rachel é a dona da mansão9 Capítulo 9 O sequestro10 Capítulo 10 Troca de casal11 Capítulo 11 Você vai se arrepender12 Capítulo 12 Ela deve pagar13 Capítulo 13 Os culpados devem se ajoelhar para serem perdoados14 Capítulo 14 Os servos se foram15 Capítulo 15 De uma mulher rica para uma mulher endividada16 Capítulo 16 O colapso do Grupo Bennet17 Capítulo 17 Uma dívida de 9.99 milhões de dólares18 Capítulo 18 Implorou a Victor19 Capítulo 19 A provocação de Alice20 Capítulo 20 O que não te pertence nunca será seu21 Capítulo 21 Proteja a família Bennet e o Grupo Bennet22 Capítulo 22 Emboscada no estacionamento subterrâneo23 Capítulo 23 Uma proposta para comprar o Grupo Bennet24 Capítulo 24 Se eu não fosse uma puta, não teria me casado com você25 Capítulo 25 A condição de Victor26 Capítulo 26 O estranho gerente de projeto27 Capítulo 27 Rei de Copas28 Capítulo 28 Quintin, o subordinado29 Capítulo 29 Eu nunca duvidei de você30 Capítulo 30 Você não pode confiar em mim ao menos uma vez31 Capítulo 31 Proibida a entrada de animais e Rachel32 Capítulo 32 É a sua vez de cumprir sua parte do trato33 Capítulo 33 A entrevista da Zé ruela34 Capítulo 34 Minha misericórdia deu bons frutos - Gabaritando a prova e calando a boca de Alice35 Capítulo 35 Pura sorte36 Capítulo 36 Pague o preço37 Capítulo 37 A decisão cabe a mim38 Capítulo 38 O almoxarifado e o bullying39 Capítulo 39 Constrangimento e preocupação40 Capítulo 40 Abby foi forçada a se ajoelhar e pedir desculpas41 Capítulo 41 Recue e você se encontrará à beira de um precipício42 Capítulo 42 Rachel contra-ataca43 Capítulo 43 O pedido de desculpas44 Capítulo 44 A real intenção de Alice45 Capítulo 45 Rachel, você não é capaz de ficar sozinha46 Capítulo 46 Não te faz de santa47 Capítulo 47 Você está grávida 48 Capítulo 48 Rachel estava doente49 Capítulo 49 Grávida de quatro semanas50 Capítulo 50 A hospitalidade de Rachel51 Capítulo 51 Sabe quem eu vi hoje 52 Capítulo 52 Vou ter o bebê53 Capítulo 53 Eu quero ter este bebê54 Capítulo 54 A demissão de Ivy55 Capítulo 55 Um check-up dois meses mais cedo56 Capítulo 56 A viagem e a festa de aniversário57 Capítulo 57 Quem mais estará na festa 58 Capítulo 58 Você quer que eu o seduza59 Capítulo 59 Sou a ex-mulher de Victor60 Capítulo 60 O homem que desejava ser o próximo companheiro de Rachel61 Capítulo 61 Você me concederia a graça de dançar comigo 62 Capítulo 62 Me provoque e veja se eu não me atreveria63 Capítulo 63 Criancice64 Capítulo 64 O plano de Caroline65 Capítulo 65 Defendendo Abby66 Capítulo 66 Papai está aguardando uma visita minha67 Capítulo 67 Traficantes no quarto 120668 Capítulo 68 Artéria femoral69 Capítulo 69 Carregando um filho70 Capítulo 70 Como você se atreve 71 Capítulo 71 Então ela poderia descer e fazer companhia para o seu bebê72 Capítulo 72 Confinamento no hospital73 Capítulo 73 De volta ao Sue Garden74 Capítulo 74 Só por você, pequenino75 Capítulo 75 Victor decidiu manter o bebê76 Capítulo 76 Você não pode sair se não comer77 Capítulo 77 O acordo78 Capítulo 78 Eu assino, mas tenho três condições79 Capítulo 79 Só pela treta80 Capítulo 80 Uma putinha sem-vergonha que fica se engraçando com o marido das outras81 Capítulo 81 A esposa82 Capítulo 82 Você deveria me agradecer83 Capítulo 83 Reputação manchada84 Capítulo 84 Ele está guardando rancor85 Capítulo 85 A visita de Jack86 Capítulo 86 A dívida87 Capítulo 87 Ajoelhem-se diante do túmulo de minha mãe e implorem por seu perdão88 Capítulo 88 A fofoca das empregadas89 Capítulo 89 A mãe do sucessor do Grupo Sullivan90 Capítulo 90 Lukas deixou Sue Garden91 Capítulo 91 Pega no flagra comendo escondida92 Capítulo 92 A ameaça de Victor93 Capítulo 93 O retorno de Roger94 Capítulo 94 O segredo de Clara95 Capítulo 95 Houve um tempo em que Roger amava Rachel96 Capítulo 96 Ficar doente não faz bem para o bebê97 Capítulo 97 A progênie dos Jimenez98 Capítulo 98 Um homem sangue-frio procurando por alguém na chuva99 Capítulo 99 Calúnia100 Capítulo 100 Roubo no Sue Garden