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CHIARA GIORGANO
As mãos do estranho deslizam pela lateral do meu corpo. Seu rosto está tão perto, que sua respiração quente acaricia meu ouvido. Seus lábios tocam meu pescoço com suavidade, arrepiando cada fio de cabelo do meu corpo.
Sinto desejo em seus olhos enquanto nos movimentamos no ritmo da batida.
Será que meus esforços valeram a pena?
Durante toda à noite, passei os dedos pelos fios dos meus cabelos, fingindo dançar despretensiosamente. Após alguns drinks docinhos e cor-de-rosa, passei a encará-lo descaradamente. Achando pouco, ainda me aproximei e meti um: Olá, estranho!
Olá, estranho, Chiara? É sério?
Após a minha abordagem nada convencional, principalmente para mim que nunca fiz algo nem parecido, eu precisava manter a minha pose de mulher cheia de atitude, então o chamei para dançar.
Ele sorriu, ainda não sei se de mim ou da minha audácia. O que eu sei é que ele aceitou dançar, e eu gostei de sentir suas mãos firmes sob o meu corpo, enquanto nossos corpos se movimentavam em sintonia.
- Era isso que você queria, estranha? - pergunta, aproximando os seus lábios do meu ouvido com sua voz rouca.
- Quase - o encaro, pressionando os meus seios contra o seu peito. - Você ainda não me beijou.
Chiara, você hoje está demais.
Os seus dedos apertam a minha cintura, ele parece ponderar.
- O que foi? - o encaro, com os meus olhos em uma linha reta.
- Eu quero - o aperto na minha cintura fica ainda mais forte. - Droga, eu quero.
Encaro a sua boca, mas ele não se move.
Será que está esperando que eu o beije?
É claro que está, Chiara! Você tomou a iniciativa de tudo até agora.
Estou prestes a fazer o que eu acho que ele está esperando, quando sua mão vai até a minha boca, impedindo a aproximação.
- Mas, não parece certo - ele fala, me deixando confusa.
Eu pisco os meus olhos e nego.
- Do que está falando?
- De onde eu estava, contei cinco drinks, e, se eu te beijar, não vou querer parar no beijo. Mas, eu não me aproveito de mulheres bêbadas.
Então quer dizer que estava me observando, estranho?
Um sorriso se forma em meu rosto com a constatação.
- É isso? - sorrio. - Um fato sobre mim: apesar da pouca idade, sou bem resistente ao álcool - me ponho de ponta de pé e passo a minha língua na linha dos seus lábios.
Já que estou na chuva, vou me molhar.
Mordo o meu lábio inferior, vendo o seu olhar ficar vidrado e sinto mais um aperto, dessa vez no meu quadril.
- Garota, você está brincando com fogo - sinto o seu hálito quente e delicioso na minha boca.
- E se eu quiser me queimar? - pergunto, olhando fixamente em seus olhos.
Tá, eu sei que é meio clichê e chega a ser piegas, mas ele que começou.
O estranho lindo de morrer, roça os nossos quadris, me fazendo sentir o volume da sua excitação.
- Sente o quando está me deixando louco?
- S-sim... - respondo, em um sussurro.
O estranho passa os seus dedos pelos meus cabelos, próximo a nuca. Sua outra mão leva o meu corpo a colar no dele. Ele puxa levemente meus fios de cabelo, pressionando minha cabeça para trás. Meus olhos alternam entre seus olhos ávidos e sua boca convidativa.
Nossos lábios se tocam, nossas respirações se misturam, e dou passagem para a sua língua atrevida que invade a minha boca sedenta.
Eu pressiono a minha língua brincando com a sua, fazendo-o gemer na minha boca.
Ele tem cara de Massimo ou Leonardo, se bem que não tenho certeza se é italiano.
Conversamos pouco, mas percebi um leve sotaque.
O estranho gato leva a língua até o meu pescoço, e solto um gemido involuntário.
Sinto um calor e algo úmido entre as minhas coxas. Eu puxo os seus cabelos e trago seus lábios novamente para os meus. Nosso encaixe é perfeito, sua língua é quente, seus lábios macios, eu o beijaria por horas e horas.
- Eu estou hospedado em um hotel a três quadras daqui - fala, com sua testa colada na minha. - O que acha de sairmos daqui?
Só nesse momento, me lembro da Elisa, minha nova amiga da universidade, que me fez tirar o pijama e a pantufa para vir à boate do meu cunhado, Matteo.
Tento ligar para a garota duas vezes, mas chama algumas vezes até cair na caixa postal.
Desconfio que ela estava de olho apenas nas entradas Vips de graça, visto que estudamos na mesma universidade há dois anos, e ela nunca tentou nenhum tipo de aproximação. Sem falar que ela parece ter evaporado logo depois que chegamos.
- Vamos - falo, fitando o estranho incrivelmente atraente à minha frente.
Ele deposita sua mão em minha cintura e andamos até a saída da boate.
O manobrista entrega a chave do carro para o estranho, que se mostra um cavalheiro, abrindo a porta do seu carro esportivo de luxo para mim.
O veículo entra em movimento, e o ar fica pesado por toda a tensão sexual. Ele parece ter pressa ou está apenas querendo me impressionar com a potência do seu carro.
Agora que não estamos mais no ambiente escuro da boate, posso analisá-lo melhor, e gosto do que vejo.
- O que foi? - ele pergunta, com um sorriso tímido.
Seu sorriso é lindo, diga-se de passagem.
- Nada - volto a olhar para frente, mas sua mão ousada vai para o meio das minhas coxas.
Como o hotel fica a poucas quadras da boate, em dois ou três minutos chegamos.
Ele novamente abre a porta do carro para mim, e caminhamos pelo hall do hotel até o elevador.
- Quando me disse que estava hospedado próximo à boate, não imaginei que fosse no Hotel Makris. A diária desse lugar é uma verdadeira fortuna - comento. Se bem que, para uma pessoa que tem um carro luxuoso como o dele, uma diária desse hotel não deve ser nada.
+++
Entramos, e ele aperta o botão para o último andar.
Um casal de meia idade entra no mesmo elevador.
Ficamos na parte de trás, e o meu estranho ousado desliza os seus dedos pela parte interna da minha coxa, até chegar no meu ponto mais sensível. Isso me causa sensações que me fazem querer instintivamente fechar as minhas pernas.
Meus lábios ficam em uma linha reta na tentativa de conter um gemido.
O casal desce no sétimo andar e, assim que a porta se fecha, o estranho me pressiona contra a parede do elevador com o seu corpo. Uma de suas mãos aperta minhas nádegas, enquanto a outra orquestra um beijo cheio de urgência.
O elevador chega ao último andar, onde fica a suíte presidencial.
Ele entrelaça nossos dedos e, após caminhar ao meu lado por alguns passos, encosta um cartão na maçaneta da última porta daquele corredor, fazendo-a se abrir.
- Uau, esse lugar é lindo! - comento, olhando tudo em volta ao adentrar a suíte luxuosa.
Ele me leva até uma varanda.
- Esse é o meu lugar preferido daqui - diz, vislumbrando as luzes da cidade.
Sinto uma brisa fresca deliciosa.
- Está com frio? - pergunta.
- Não. O clima está agradável.
- Você está ainda mais linda com as luzes da cidade iluminando o seu rosto.
Sinto minhas bochechas esquentarem.
Ele começa a se aproximar e o meu coração erra algumas batidas.
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