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Livros de Moderno Para Mulheres

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A Fúria de Uma Mãe: O Preço da Vida do Meu Filho

A Fúria de Uma Mãe: O Preço da Vida do Meu Filho

O ar na minha casa parecia pesado, carregado com o cheiro a café velho e a desilusão. O meu filho Leo, de apenas cinco anos, acabava de ser diagnosticado com uma doença cardíaca rara que exigia uma cirurgia urgente e astronómica: trezentos mil euros. Quando chamei o Pedro, o meu marido e pai do Leo, a sua resposta foi um "Espera um bocado, Sofia. Estou quase a fechar este negócio. É muito importante." Só para me dizer com frieza que não era problema dele, que a doença era "da minha fraqueza," um "erro genético" meu. Ele não só se recusou a ajudar, como me abandonou, dizendo: "Não sejas dramática. Ele não vai morrer. Vais encontrar uma solução. És a mãe, é o teu trabalho." Desesperada, recorri à sua família rica, os Patrícios. A minha sogra chorou, mas o senhor Afonso, o pai do Pedro, foi cruel: "É um problema que veio do teu lado da família. Sangue fraco não nos interessa." Ele não só negou ajuda, como também orquestrou a denúncia da minha campanha de angariação de fundos online, que foi suspensa, tentando triturar a minha última esperança. Como podia a família que tanto valorizava o "nome Patrício" ser tão desumana, disposta a sacrificar a vida do seu próprio neto por dinheiro e orgulho? Como podiam os meus apelos serem vistos como meras chantagens? Mas eles subestimaram uma coisa: a força de uma mãe. Esgotada, humilhada, mas com uma fúria fria, tomei uma decisão irreversível. Se eles queriam guerra, teriam. Eu ia salvar o meu filho, e o mundo inteiro saberia o preço da sua crueldade.
Libertada Para Amar Novamente

Libertada Para Amar Novamente

Aqui estou eu, de volta ao fatídico Dia Internacional da Mulher. A voz melíflua de Beatriz, nossa bolsista, soou ao meu lado: "Duda, meu amor, empresta aqui rapidinho seu celular e seus documentos?" Na minha vida passada, a ingênua Maria Eduarda teria entregue tudo. Acreditei quando ela disse ter ganhado na loteria e que queria compartilhar a sorte. O resultado? Uma dívida milionária em meu nome. Meus pais, um engenheiro e uma professora, levaram meses tentando entender e resolver. Mas o pesadelo não parou aí. Beatriz, com a popularidade comprada, me isolou. Pedro, meu namorado, ficou do lado dela. Na competição de dança, meu maior sonho, ela me empurrou da escada. Quebrei as duas pernas. Mesmo assim, fui confrontá-la. Pedro e os outros a defenderam, me acusando de inveja. No meio da discussão, ela me empurrou para a rua. Um caminhão me atingiu em cheio. A última coisa que vi foi o sorriso vitorioso no rosto dela. Agora, vendo aquele mesmo rosto, com a mesma expressão de falsa inocência, um calafrio percorreu minha espinha, mas não era de medo. Era de ódio. "Duda? Você está bem? Ficou pálida de repente," Beatriz insistiu, estendendo a mão para pegar meu celular. Seus olhos tinham um brilho de ganância que antes eu era cega demais para ver. Segurei meu celular com força, os dedos brancos. "Não." Minha voz saiu fria e firme, cortando o barulho da festa. Beatriz congelou, a mão no ar. "O quê?" "Eu disse não," repeti, olhando diretamente nos olhos dela. "Não vou te emprestar meu celular nem meus documentos." O sorriso dela vacilou. A confusão deu lugar à irritação. Mas desta vez, eu não era mais a mesma Maria Eduarda. Eu era a que voltou da morte, e eles iriam pagar por cada segundo do meu inferno.
Renascida do Fogo: Adeus, Leo

Renascida do Fogo: Adeus, Leo

Acordo com o cheiro a queimado, grávida de nove meses, e o prédio está em chamas. Com a minha mãe, ficamos presas no 12º andar, o fogo a bloquear a saída. O meu marido, Leo, está lá em baixo. Clamo por ajuda ao telefone, e ele promete que vem nos salvar, instruindo-nos a ir para a varanda. Mas, do nada, ouço a voz da sua meia-irmã Sofia, em pânico total. Leo hesita apenas um segundo antes de me dizer que Sofia está mais perto do fogo e que precisa dele primeiro. E desliga. Abandonada à sorte, espero, enquanto o fumo e o calor nos sufocam. Quando os bombeiros finalmente chegam, é tarde demais. No hospital, a verdade cruel: a minha barriga está lisa. O fumo e o stress provocaram um descolamento da placenta, e eu perdi o meu bebé. Leo aparece, não com remorso, mas com desculpas esfarrapadas, culpando a minha "falta de calma" e defendendo a sua "escolha heroica". O meu sogro e a própria Sofia, que ele salvou, juntam-se ao coro, tentando virar a culpa contra mim. Como pôde o pai do meu filho, o homem que jurei amar, ter-nos abandonado num incêndio, levando à morte do nosso bebé? Como podem acusar-me de uma tragédia que a escolha dele causou? A dor dilacera-me, a raiva incendeia-me, mas no meio das cinzas do meu luto, uma decisão inabalável nasce. Olho-o nos olhos e, com voz firme, sentencio: "Quero o divórcio." Nenhuma chantagem ou manipulação me impedirá de arrancar este pesadelo da minha vida. Esta é a minha revanche.