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O Fantasma do Sindicato: A Rainha Esquecida do Don

O Fantasma do Sindicato: A Rainha Esquecida do Don

Por quatro anos, eu fui a esposa enlutada de um chefão da máfia, afogada na lembrança do nosso filho morto. Meu marido, Elias, me amparou em cada segundo. Mas uma ida ao cartório no aniversário da morte do nosso filho revelou uma verdade avassaladora. Ele tinha outro filho. Uma família secreta. Pior, descobri que ele estava com a amante no dia em que nosso filho morreu, depois de dispensar os seguranças que poderiam tê-lo salvo. Ele me deixou acreditar que a culpa era minha. Quando tentei ir embora, ele trouxe a amante e o filho deles para a nossa casa. Ele me pintou como louca. A mãe dele me acusou de machucar o menino, e Elias me puniu trancando-me em um quarto escuro que inundava - um eco cruel do afogamento do nosso filho. Para "curar" seu novo herdeiro do "fantasma" do meu filho, eles mandaram desenterrar o túmulo do meu bebê. Em um iate, Elias me segurou enquanto sua amante jogava as cinzas no oceano. Então, eles me deixaram para morrer na água. Quando a maré me levou para a praia, sua amante estava esperando para dar o golpe final, esmagador. Ela não tinha espalhado as cinzas. Ela as jogou na privada e deu descarga. Eu não queria fugir dele. Eu queria apagá-lo. Encontrei um neurocientista com um procedimento experimental e fiz meu pedido: apague os últimos dez anos. Eu não queria deixar meu marido; eu queria fazer com que ele nunca tivesse existido.
Renascimento: Vingança e Recomeço

Renascimento: Vingança e Recomeço

A sensação de ar sendo arrancado dos meus pulmões foi a última coisa que senti enquanto o chão do terraço se afastava. Vi o rosto de Laura, minha ex-melhor amiga, contorcido em triunfo medonho, ao lado de Pedro, meu ex-namorado, cujo desprezo gelado espelhava o dia em que me trocou por ela. Não bastava roubar meu amor e sabotar meu futuro tirando minha vaga no intercâmbio, agora, anos depois, quando eu finalmente havia construído uma carreira de sucesso e eles eram apenas um empresário falido e uma socialite decadente, eles terminaram o serviço. O impacto foi um nada escuro e silencioso, seguido por uma luz ofuscante. Abri os olhos, ofegante, meu coração batendo descontroladamente, para me encontrar no meu antigo quarto, com a luz do sol da tarde entrando pela janela. A data no meu celular? Três meses antes da minha morte. Eu renasci, e junto com o alívio avassalador, veio um soluço, uma chance de fazer tudo diferente, de me vingar. Nos dias seguintes, andei como um fantasma, absorvendo cada detalhe da vida que quase perdi, preparando-me para o inevitável. A confirmação de que tudo era real veio uma semana depois, de uma forma que me deixou doente. Pedro, com um buquê de rosas grotescamente enorme, declarava seu "amor" por Laura, sob um banner ridículo de "Para sempre". E então, Laura saiu do prédio da escola, seu sorriso radiante vacilando por uma fração de segundo quando nossos olhos se encontraram. Havia um brilho em seus olhos, um reconhecimento gélido, uma certeza assustadora: ela também renasceu. Ela sabia, lembrava de tudo, e sua performance exagerada de amor na frente de todos era uma mensagem direta para mim: "Mesmo com uma segunda chance, eu ainda ganho. Ele ainda é meu." Meu sangue gelou, uma raiva fria e cortante se instalando no meu peito. Eles achavam que tinham vencido. Mal sabiam que, desta vez, eu não choraria; eu lutaria.
Para Além das Cinzas: O Nosso Amor

Para Além das Cinzas: O Nosso Amor

No quinto aniversário de casamento. Ou, como Tiago fazia questão de lembrar, o aniversário do acidente que ceifou a sua família. Em vez de celebração, iniciava-se mais um capítulo da minha tortura insaciável. Ele, o homem que um dia amei mais que tudo, transformara-se num carrasco implacável. Fui forçada a beber noventa e nove garrafas de vinho, um símbolo macabro da minha "dívida de sangue". Confinada, isolada, humilhada, vi-o dar afetos a Clara, uma mulher escolhida pela semelhança com a Sofia de outrora. Fui submetida a uma cirurgia perigosa para doar um rim a ela, depois de um "acidente" suspeito. O nosso leal cão, Max, o último elo do nosso amor passado, foi cruelmente morto. E o cúmulo da humilhação: fui forçada a engolir as cinzas do meu querido amigo. Arrastada de joelhos, sob a vigilância fria dele, até ao cemitério para proclamar os pecados dos meus pais. A dor física não era nada comparada à exaustão da minha alma. Eu só ansiava pela paz, a paz que só a morte parecia poder oferecer. Cansada de amar, cansada de sofrer, o meu único desejo era que tudo acabasse. Num ato de desespero, atirei-me da Ponte da Arrábida, buscando o abraço gélido do Douro. Mas abri os olhos novamente. E, para meu horror e espanto, estava de volta. Um dia antes do acidente fatídico, com todas as memórias vívidas da minha tortura. O mais chocante? Tiago também se lembrava. Agora, perante esta segunda chance inesperada: escolheríamos o ódio mais uma vez, ou haveria redenção para um amor que se transformara em veneno?
Amor Anulado, A Queda da Máfia: Ela Arrasou Tudo

Amor Anulado, A Queda da Máfia: Ela Arrasou Tudo

Na minha noite de núpcias, fiz um voto a Léo Gallo, o homem mais temido de São Paulo. "Se um dia você me trair", sussurrei, "vou desaparecer da sua vida como se nunca tivesse existido." Ele riu, achando que era uma promessa romântica. Era um juramento. Três anos depois, descobri sua traição. Não era apenas um caso; era uma humilhação pública. Sua amante, Ava, me mandou fotos dela nos meus lugares, usando joias que ele me deu, me provocando com sua presença na minha vida. E Léo permitiu. O golpe final veio em nosso sítio de luxo em Itu. Eu os vi juntos, Léo e uma Ava triunfante e grávida, na frente de seu círculo mais próximo. Ele estava escolhendo ela, sua amante grávida, em vez de sua esposa ferida, exigindo que eu pedisse desculpas por tê-la chateado. Na minha própria casa, eu era um obstáculo. No meu próprio casamento, eu era um acessório. O amor ao qual me agarrei por anos finalmente morreu. As mensagens de Ava confirmaram tudo, incluindo a foto de um ultrassom com a legenda "Nosso bebê" e outra dela usando o colar que ele batizou de "O Alvorecer de Maya". Então, na manhã seguinte à nossa festa de aniversário, coloquei meu plano em ação. Liquidei meus bens, passei um trator no jardim que ele plantou para mim e entreguei os papéis do divórcio. Então, com uma nova identidade, saí pela porta de serviço e desapareci na cidade, deixando o homem que quebrou seus votos para os destroços da vida que ele destruiu.
A Vingança de Helena: Um Casamento Desfeito

A Vingança de Helena: Um Casamento Desfeito

Por quarenta anos, estive ao lado de Cássio Barreto, construindo seu legado desde um simples deputado estadual até um homem cujo nome ecoava com respeito. Eu era Helena Couto, a esposa elegante e inteligente, a parceira perfeita. Então, uma tarde, eu o vi num café simples no Centro, dividindo uma vitamina verde-limão berrante com uma jovem, Kendi Maia. Seu rosto estava iluminado por uma alegria que eu não via há vinte anos. Não era apenas um caso; era um abandono emocional. Ele era um homem na casa dos setenta, obcecado por um herdeiro, e eu sabia que ele buscava uma nova vida nela. Eu não fiz uma cena. Apenas me afastei, meus saltos batendo num ritmo firme que não traía o caos dentro de mim. Ele achava que eu era uma frágil professora de história da arte que ele poderia descartar com um acordo medíocre. Ele estava enganado. Naquela noite, preparei sua refeição favorita. Quando ele chegou tarde, a comida estava fria. Ele queria conversar, dar o golpe final. Eu peguei uma pasta da minha escrivaninha e o encarei nos olhos. "Estou com câncer, Cássio. Pâncreas. Seis meses, talvez menos." Seu rosto perdeu a cor. Não era amor ou preocupação; era a destruição súbita de seu plano. Uma esposa moribunda não podia ser divorciada. Ele estava preso. O peso de sua imagem pública, de sua reputação cuidadosamente construída, era uma jaula que ele mesmo havia criado. Ele se retirou para seu escritório, o clique da fechadura ecoando na sala silenciosa. Na manhã seguinte, meu sobrinho Jairo ligou. "Ele a expulsou, tia Helena. Ela estava chorando rios na calçada."
Cinco Anos de Uma Farsa

Cinco Anos de Uma Farsa

Cinco anos. Cinco anos buscando Rafael, meu marido, o capitão cujo navio desapareceu no mar sem deixar vestígios. Vendi nossa casa, o último pedaço da minha família, e me endividei até a alma por essa busca. Hoje, em um leilão clandestino numa ilha remota, paguei meu último centavo por um envelope selado, a promessa de uma resposta, a verdade. Com o coração na garganta, segui as coordenadas até uma clareira com uma luxuosa casa de praia, o som de vozes e música suave me guiando. Foi então que ouvi, clara e inconfundível, a voz dele. "Sofia, ela realmente pagou, você acredita nisso?", Rafael disse, com um divertimento cruel que eu nunca havia ouvido. "Tola. Vendeu tudo por uma informação que eu mesmo plantei." Uma risada feminina, estridente e familiar, ecoou ao lado dele. "Eu te disse, Rafa. Sofia faria qualquer coisa por você. Ela sempre foi pateticamente devota." Manuela. Minha meia-irmã. Meu coração parou. Espreitando pela folhagem, vi os dois no terraço. Rafael, vivo e mais forte do que nunca, abraçava Manuela, seus dedos traçando a cicatriz no braço dela. "Fizemos ela pagar por cada lágrima que você derramou por causa daquela mulher", Rafael sussurrou, a voz cheia de veneno. "Isso é só o começo. Ela vai pagar pelo que a mãe dela fez com você." O mundo desabou. Cinco anos de sacrifício por uma farsa. Uma tortura meticulosamente planejada. E eu era o alvo. As lágrimas quentes e silenciosas escorriam pelo meu rosto. A dor da perda era uma coisa, mas a dor da traição era um abismo. E eu tinha acabado de cair nele. A raiva fria e dura me impulsionou. Marchei até o terraço. Eles nem se viraram de imediato. "Rafael?", minha voz saiu como um sussurro rouco. "Você... você está vivo." "Parece que sim", ele respondeu, com uma normalidade grotesca. "Por quê?", a palavra rasgou minha garganta. "Cinco anos... eu vendi tudo... por quê?" Manuela se adiantou, sua falsa simpatia ainda mais repugnante ao vivo. Eu gritei: "Cala a boca!". Rafael finalmente me olhou, e seus olhos eram de um estranho, frios e sem traço do homem que eu amei. "Porque sua mãe destruiu a vida da Manuela", ele retrucou. Eu quis gritar a verdade, mas ele me cortou: "É a minha verdade. E eu prometi a Manuela, meu primeiro amor, que faria sua família pagar. E você, como a filha amada, é o pagamento perfeito." Tentei fugir, mas ele riu, um som oco e cruel. "Ir embora? Você não vai a lugar nenhum. Você me deve. Você pagou uma fortuna pela 'informação' que a trouxe até aqui. Você está em minha ilha, em meu barco. Neste pequeno vilarejo de pescadores de onde viemos, a esposa pertence ao marido. Você é minha, Sofia. E nosso jogo está apenas começando." Manuela se inclinou, seu hálito cheirando a vinho. "Não se preocupe, Sofia. Vamos cuidar bem de você", sussurrou, antes de me derrubar no chão. Rafael me obrigou a pedir desculpas. A humilhação me sufocava, mas o olhar nos olhos dele dizia que a resistência só traria mais dor. "Desculpe, Manuela", murmurei, o gosto amargo da injustiça enchendo minha boca. "Está tudo bem, irmãzinha", ela disse, a palavra "irmãzinha" pingando sarcasmo. "Você não vai a lugar nenhum. Além disso, você precisa acertar sua conta", Rafael disse, mostrando uma fatura com números absurdos. Eu estava acorrentada a ele. "Já que você vai ficar", Manuela disse, sentando-se como uma rainha, "pode começar a ser útil. Estou com vontade de comer umas frutas. Descasque uma manga para mim." Enquanto eu descascava, Manuela "acidentalmente" me fez cortar o dedo. O sangue brotou, e o sorriso satisfeito em seu rosto me feriu mais que a dor. Rafael me arrastou para dentro, limpou a ferida com aspereza e sussurrou: "Não se machuque de novo. Só eu posso te machucar. Entendeu?" O estresse não era pelo mar. O estresse era ele. Sua necessidade de controle, suas críticas constantes. Ele me queria quebrada, mas funcional. Eu precisava encontrar a cura.