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Capítulo 11
Provocação descarada
Palavras: 996    |    Lançado em: 12/08/2022

Depois que Anabela preparou os pratos e os serviu, Ana olhou para eles com uma expressão de nojo. José e Ana estavam sentados frente a frente, e ele pediu que Ana provasse os pratos e lhe desse a sua opinião. Após provar cada um deles, Ana ficou muito insatisfeita com o sabor. Ela afirmou que os pratos estavam muito salgados ou muito picantes.

Ao ouvir isso, José encarou sua esposa e perguntou: "Você está se vingando de mim porque pedi para você cozinhar?"

"Não, de jeito nenhum", negou Anabela, balançando a cabeça. Era evidente que eles a estavam provocando de propósito. Sabendo disso, nada que ela falasse faria alguma diferença.

"Ah, não? Porque é impossível comer essa comida! Todos esses pratos estão muito ruins!", disse José, levantando-se e jogando toda a comida no chão. Agora a comida estava por todo o chão.

Mesmo Anabela prevendo tudo isso, ela ainda se sentiu mal com a forma como eles desprezaram sua comida, porque havia cozinhado com tanta dedicação e cuidado. Mas esse demônio nem valorizou seus esforços, ela nem mesmo se sentiu triste por isso, pois era algo que podia esperar dele. Anabela tinha sofrido o suficiente por hoje.

Primeiro, a questão da intimidade de Telmo com outra mulher, e depois as humilhações de José e Ana.

A passividade de Anabela deixou José ainda mais irritado. Exasperado, ele estreitou os olhos e ergueu a mão dando um tapa no rosto de sua esposa. A força foi tanta que a fez cair no chão.

Seu rosto queimou onde a mão de seu marido havia golpeado. Ela estava errada ao pensar que não poderia sentir mais dor naquele dia.

"Limpe esta bagunça!", ordenou José. Ele não gostava quando a mulher não demonstrava nenhuma expressão, isso o irritava tremendamente.

Ela deveria estar chorando e implorando, mas não fez nada disso.

José sempre quisera estar no comando de todas as situações, mas ficava frustrado por não conseguir controlar sua esposa.

Anabela não disse uma palavra; apenas se ajoelhou no chão, em silêncio, e recolheu todos os cacos dos pratos quebrados, um por um. Ela cortou um dedo acidentalmente e o sangue jorrou do ferimento. No entanto, estava tão emocionalmente exausta que, mesmo depois de se machucar, continuou seu trabalho sem dizer nada.

Pegou uma vassoura e começou a limpar. Anabela nunca foi tão humilhada em toda sua vida, e zombou de si mesma pela vida que lhe foi dada.

Afinal, ela nem era a verdadeira filha da família Rabelo; era apenas uma garota órfã que eles haviam adotado. Além disso, o homem por quem ela se apaixonara e em quem confiava a abandonara.

Para piorar, havia perdido a virgindade. Depois de tudo isso, Anabela não tinha esperança de que algo de bom acontecesse em sua vida.

No entanto, ela não tinha escolha a não ser suportar. O homem em sua frente iria torturá-la todos os dias, humilhá-la de todas as maneiras possíveis, puni-la sempre que pudesse, e ainda assim ela não podia impedi-lo.

Ao ver que ela não reagia, José ficou ainda mais furioso.

Frustrado com o comportamento de sua esposa, ele agarrou a mão de Ana e saiu sem olhar para trás.

Anabela só levantou a cabeça ao ouvir os passos se afastando. Ela os observou enquanto se afastavam de mãos dadas.

Frustrada com toda sua situação, ela caiu de costas no chão frio e começou a chorar. A moça não conseguiu mais segurar sua dor.

Ela soluçou com toda a dor em seu coração, enquanto seu sangue pingava nos ladrilhos brancos e frios do chão.

Logo, Maria a ouviu chorar e desceu para ver o que estava acontecendo. Ela não pôde deixar de olhar para a garota com pena, sabia que isso iria acontecer. Maria sabia como Ana era exigente, ela havia visitado a villa várias vezes. A mulher era uma das namoradas do senhor José e, como empregada da família Fernandes, Maria não podia dizer absolutamente nada sobre ela.

"Senhora Carolina, por favor, levante-se", disse Maria, ajudando a garota entorpecida a se levantar. Ela a levou para seu quarto, pegou a caixa de curativos e enfaixou cuidadosamente o ferimento de Anabela. O prato de porcelana havia feito um corte profundo em sua mão, Maria não esperava que o ferimento fosse tão sério.

"Senhora Carolina, por favor, não chore mais, tudo vai ficar bem", disse Maria, enxugando as lágrimas da garota. Doía ver a moça chorar tão amargamente. Afinal, ela também era mulher e mãe, por isso, sentia como se estivesse vendo a própria filha sofrer.

Finalmente, quando conseguiu parar de chorar, Anabela virou-se para Maria e disse com uma voz rouca: "Obrigada, Maria. Me sinto melhor agora. Eu só quero ficar sozinha."

"Claro, vá dormir!" Maria assentiu compreensivamente com a cabeça. Ela deixou o quarto ao ver Anabela deitar-se e fechar os olhos.

A luz suave da lua tocava o chão pela janela aberta. Encolhida em sua cama com os olhos abertos, Anabela não conseguia dormir. Subitamente, ela levantou-se da cama e pegou uma pulseira de prata de sua mochila. O design da pulseira era bem simples. Ela não era cara, mas era seu bem mais precioso. Era um presente de aniversário que Telmo lhe dera como uma promessa.

Mas agora, as coisas tinham mudado; Telmo deixou o país há cinco anos e havia se esquecido de sua promessa. No entanto, a menina ainda se lembrava claramente cada uma de suas palavras.

Anabela permaneceu o resto da noite encolhida em um canto do quarto, segurando a pulseira perto do coração. Sentia como se tivesse perdido tudo. 'O que devia fazer agora?', pensou.

Já pela manhã, quando abriu a porta, Maria notou as olheiras da garota, e deduziu que Anabela não havia dormido.

"Senhora Carolina, eu preparei seu café da manhã. Você gostaria de comer na sala de jantar? Não precisa ir à escola hoje, fique em casa e descanse um pouco", disse Maria com simpatia.

Anabela olhou para Maria com ternura. Nunca, ninguém, havia demonstrado tanto carinho por ela.

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1 Capítulo 1 Ela era apenas uma substituta2 Capítulo 2 Ele odiava sua hipocrisia3 Capítulo 3 Ela não tinha escolha4 Capítulo 4 Comprometida5 Capítulo 5 Prometendo a ele6 Capítulo 6 Dando uma chance7 Capítulo 7 Deixando-o com raiva sem querer8 Capítulo 8 Seu belo rosto é a sua força9 Capítulo 9 Só ela podia ficar com raiva10 Capítulo 10 Ele tinha outra mulher11 Capítulo 11 Provocação descarada12 Capítulo 12 Telmo ainda era o mesmo13 Capítulo 13 Mantendo a dignidade14 Capítulo 14 Tentando compensá-lo a seu modo15 Capítulo 15 Ele é comprometido16 Capítulo 16 Sua liberdade17 Capítulo 17 Ela se curvou mais uma vez18 Capítulo 18 Ele queria conhecê-la melhor19 Capítulo 19 Ele fez o seu melhor esforço para vê-la20 Capítulo 20 Fingindo que nada aconteceu21 Capítulo 21 Pagando o preço22 Capítulo 22 Elas eram pessoas completamente diferentes23 Capítulo 23 Ela é minha esposa24 Capítulo 24 Sua vida pertencia a ele25 Capítulo 25 Não chore mais26 Capítulo 26 Ele era o seu pesadelo27 Capítulo 27 O que mais ela poderia esperar 28 Capítulo 28 Ela não tinha para onde ir29 Capítulo 29 Por favor, preciso de ajuda30 Capítulo 30 Ela estava disposta a fazer isso31 Capítulo 31 Pare de torturá-la32 Capítulo 32 O dever de esposa33 Capítulo 33 Só tenho desprezo34 Capítulo 34 Eu não posso recusar35 Capítulo 35 Perdeu o direito de amá-lo36 Capítulo 36 Tomar essa decisão por Anabela37 Capítulo 37 Não há escapatória38 Capítulo 38 Não quer ter um filho39 Capítulo 39 Passar maus bocados40 Capítulo 40 Legítima noiva41 Capítulo 41 Sentir pena por ela42 Capítulo 42 Ele age conforme seu humor43 Capítulo 43 Se ela não estiver feliz, ele também não44 Capítulo 44 Apaixonar-se por mim será sua ruína45 Capítulo 45 O convite de casamento46 Capítulo 46 Comparecer ao casamento de Telmo47 Capítulo 47 Escondendo-se48 Capítulo 48 No clube49 Capítulo 49 Incapaz de pagar a dívida50 Capítulo 50 Você está com febre 51 Capítulo 51 Não fará uma exceção52 Capítulo 52 Ele não odiava aquela mudança53 Capítulo 53 Como sua verdadeira esposa54 Capítulo 54 Ele nunca permitiria que seus desejos se tornassem realidade55 Capítulo 55 Se esqueça dele56 Capítulo 56 Grávida57 Capítulo 57 Você mentiu58 Capítulo 58 Você está grávida 59 Capítulo 59 Deixe-me ficar com o bebê60 Capítulo 60 Último recurso61 Capítulo 61 Volte para ele62 Capítulo 62 Concordo com o aborto63 Capítulo 63 Ela quer morrer64 Capítulo 64 Ainda estou viva 65 Capítulo 65 Tudo deveria ter acabado66 Capítulo 66 Eu não mereço ser mãe67 Capítulo 67 Morta em vida68 Capítulo 68 Não queria estar ao seu lado69 Capítulo 69 Ficar bêbada para parar de sentir dor70 Capítulo 70 Situações difíceis71 Capítulo 71 Não me interessa nem um pouco72 Capítulo 72 Seu coração frio e adormecido73 Capítulo 73 Desta vez, ela se comportou74 Capítulo 74 A atitude presunçosa de Ana75 Capítulo 75 Tramando alguma coisa76 Capítulo 76 Um copo de leite com pílulas para dormir77 Capítulo 77 Encontrar-se com Luciano por acaso de novo78 Capítulo 78 Esqueceu de sua promessa79 Capítulo 79 Por que você é tão teimosa 80 Capítulo 80 Armação ou mera coincidência 81 Capítulo 81 Confissão de amor82 Capítulo 82 Você é o próprio diabo!83 Capítulo 83 Ferido por Anabela84 Capítulo 84 Não será fácil morrer85 Capítulo 85 Anabela desapareceu86 Capítulo 86 Anabela, como um peão87 Capítulo 87 Outro problema88 Capítulo 88 Será difícil para você sobreviver89 Capítulo 89 Ela não queria ser sua fraqueza90 Capítulo 90 Deus estava brincando com ela 91 Capítulo 91 Ela pagou com a própria vida92 Capítulo 92 É tudo culpa sua!93 Capítulo 93 Você pode seguir sua vida94 Capítulo 94 Longa separação95 Capítulo 95 Ele era inesquecível para ela96 Capítulo 96 Amor incondicional97 Capítulo 97 Não quero vê-lo agora98 Capítulo 98 Sou paciente e posso esperar99 Capítulo 99 É impossível que seja Anabela100 Capítulo 100 Encontro inesperado