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Capítulo 2
Ele odiava sua hipocrisia
Palavras: 1067    |    Lançado em: 12/08/2022

"Carolina, por acaso você está fingindo inocência na minha frente?" José disse, ainda sentado no sofá, enquanto a mirava com um olhar reprovador.

Por a garota não ter respondido absolutamente nada, mesmo depois de um longo minuto, um dos homens presentes gritou alto: "Você não ouviu o que o senhor José lhe perguntou?" Ela tremeu de medo ao ouvir aquela voz retumbante. Em seguida, aquele homem parou bem à sua frente, e levantou seu queixo com brutalidade. Com isso, cada uma das pessoas presentes na sala podia ver seu rosto. Naquele momento e, pela primeira vez, Anabela olhou diretamente para o homem sentado no centro de todos.

José Fernandes, que era justamente o seu marido.

"Senhor José, não achei que sua esposa fosse tão bonita. Agora entendo por que tantos homens gostam de lhe fazer companhia."

Anabela era realmente linda. Sua figura era delicada e seus olhos eram grandes e redondos, como os de um cervo, e eram tão negros como o azeviche. Suas sobrancelhas se uniram sobre os olhos, devido ao pânico que sentia naquele momento.

Na verdade, ela era tão atraente, que qualquer homem poderia se apaixonar por ela com muita facilidade. Apenas um simples olhar dela era o suficiente para que isso acontecesse.

"Você está assustada?" José perguntou, com olhos fixos na garota, em tom ameaçador.

Estava assustada sim, claro que estava.

"Fala! Não continue agindo como uma estátua estúpida!" Ele gritou, com raiva.

"Eu... Eu..." Anabela gaguejou, incapaz de completar uma frase. Realmente, ela queria dizer algo, mas as palavras simplesmente não saíam. Pareciam se perder em algum lugar dentro de sua garganta, pois ela não tinha ideia do que poderia falar na frente daquele homem perigoso.

"Sua reputação diz que você namorou muitos homens. Então, por que finge estar com medo?", disse o empresário. Ele odiava mulheres que mudavam de forma e cor como camaleões, e odiava, mais do que tudo, a mulher à sua frente. Se não fosse pelo fato dele já ter ouvido falar de seu passado, ela teria conseguido enganá-lo.

"Senhor José, deveria dar a ela uma lição, para aprender a ser obediente, de modo a não querer traí-lo no futuro", exclamou um dos homens de José, com total desprezo pela garota.

"Não estou fingindo, não vou trair você", disse Anabela, finalmente.

"Assim espero! Caso contrário, a família Rabelo não continuará vivendo!" José a advertiu, em tom grosseiro.

"Bem, vamos indo! Não devemos perturbar o senhor José", disse um dos presentes. Foi uma boda sem cerimônia, mas Anabela havia assinado o documento e, dessa forma, vendeu sua alma para aquele demônio.

Ao perceberem o olhar de José, todos saíram da sala, que logo ficou vazia, deixando os dois sozinhos, com todo o cheiro de cigarro e álcool que ainda não havia se dissipado do local.

"Vamos, levante-se!" José ordenou, ainda sentado no sofá, cruzando uma de suas longas pernas sobre a outra com muita elegância.

Anabela conseguiu ficar de pé, apesar da dor que sentia em todo o corpo. O vestido de noiva era um pouco desconfortável e a cauda era longa, então ela teve que puxá-lo com força com as mãos, deixando à mostra os saltos brancos dos sapatos.

"Venha aqui e sente-se ao meu lado", disse o homem e olhou para ela, se perguntando por que estava agindo de maneira tão recatada naquela noite, uma vez que costumava ser mais audaciosa.

Quando ela se sentou, ele enfiou um cigarro em sua boca. "Eu não fumo", disse Anabela em voz baixa.

"Você não fuma?", disse José, bufando. Como era possível que a famosa garota da família Rabelo não fumasse?

Então ele a forçou a pegar uma taça de vinho na mão, enquanto dizia: "Bem, então beba isso!"

"Eu não bebo", respondeu Anabela, negando de novo, pois tinha medo de desmaiar se bebesse vinho.

José endureceu a face, mas, desta vez, não a deixou em paz com tanta facilidade. Com sua mão enorme, pegou o rosto de Anabela e esvaziou a taça de vinho diretamente em sua boca.

O vinho era muito forte, então a garota engasgou e tossiu ruidosamente na mesma hora. O gosto era tão forte para ela, que a fez chorar.

"Carolina, você está falando sério?", o homem disse, rindo muito dela.

"De agora em diante, você é a senhora Carolina da família Fernandes, minha esposa. Esse não é um título que qualquer uma pode ter", acrescentou. Ele queria deixar bem claro, desde o início, que não toleraria maus comportamentos de parte dela.

'Não quero esse título, de jeito algum', pensou a garota, quase falando em voz alta.

Senhora Carolina da família Fernandes? Ela não estava nem um pouco interessada nisso. Tudo o que ela queria era ter liberdade para poder ir para a escola, e esperar que seu amado Telmo voltasse. No entanto, todos os seus sonhos tinham sido destruídos.

"Tem alguma coisa errada? Você não gosta de mim?" José perguntou e, percebendo o desprezo em seus olhos, acrescentou: "Ah, certo. Pode ter o homem que deseja, porque você é a senhorita Carolina, certo?"

Anabela apenas apertou os lábios, sem pronunciar uma só palavra, não porque não quisesse falar, mas porque seu estômago doía muito. Ela cobriu a boca com a mão e logo viu um copo de água na mesa.

Ela o pegou imediatamente, inclinando-se para a frente, e bebeu para tentar aliviar o desconforto no estômago. No entanto, algo estranho estava acontecendo, ela não conseguia engolir. Então, cuspiu tudo. Afinal, era bebida alcoólica, ao invés de água.

"Ah! Aí você gosta de bebidas alcoólicas", exclamou José, embora estivesse começando a acreditar que talvez a garota estivesse falando a verdade, já que realmente não havia bebido. Ou talvez ela fosse realmente boa em fingir.

"Não, eu só..." Anabela começou a falar, mas antes que pudesse terminar, se agarrou com força ao lado do sofá e vomitou tudo. Como não havia comido alimentos sólidos, tudo o que saiu foi um líquido ácido.

Depois disso, seu marido a ajudou a se levantar e a apoiou sobre seu ombro. Ele a carregou para o quarto e a jogou na cama.

Infelizmente, ao cair sobre a cama, Anabela bateu a cabeça no criado mudo ao lado e imediatamente sua testa inchou. Por causa do golpe, ela se sentiu ainda mais tonta.

Mesmo assim, José não demonstrou um pingo de piedade sequer pela mulher à sua frente. Apenas olhou para ela com muito desejo.

Isto era apenas o começo.

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1 Capítulo 1 Ela era apenas uma substituta2 Capítulo 2 Ele odiava sua hipocrisia3 Capítulo 3 Ela não tinha escolha4 Capítulo 4 Comprometida5 Capítulo 5 Prometendo a ele6 Capítulo 6 Dando uma chance7 Capítulo 7 Deixando-o com raiva sem querer8 Capítulo 8 Seu belo rosto é a sua força9 Capítulo 9 Só ela podia ficar com raiva10 Capítulo 10 Ele tinha outra mulher11 Capítulo 11 Provocação descarada12 Capítulo 12 Telmo ainda era o mesmo13 Capítulo 13 Mantendo a dignidade14 Capítulo 14 Tentando compensá-lo a seu modo15 Capítulo 15 Ele é comprometido16 Capítulo 16 Sua liberdade17 Capítulo 17 Ela se curvou mais uma vez18 Capítulo 18 Ele queria conhecê-la melhor19 Capítulo 19 Ele fez o seu melhor esforço para vê-la20 Capítulo 20 Fingindo que nada aconteceu21 Capítulo 21 Pagando o preço22 Capítulo 22 Elas eram pessoas completamente diferentes23 Capítulo 23 Ela é minha esposa24 Capítulo 24 Sua vida pertencia a ele25 Capítulo 25 Não chore mais26 Capítulo 26 Ele era o seu pesadelo27 Capítulo 27 O que mais ela poderia esperar 28 Capítulo 28 Ela não tinha para onde ir29 Capítulo 29 Por favor, preciso de ajuda30 Capítulo 30 Ela estava disposta a fazer isso31 Capítulo 31 Pare de torturá-la32 Capítulo 32 O dever de esposa33 Capítulo 33 Só tenho desprezo34 Capítulo 34 Eu não posso recusar35 Capítulo 35 Perdeu o direito de amá-lo36 Capítulo 36 Tomar essa decisão por Anabela37 Capítulo 37 Não há escapatória38 Capítulo 38 Não quer ter um filho39 Capítulo 39 Passar maus bocados40 Capítulo 40 Legítima noiva41 Capítulo 41 Sentir pena por ela42 Capítulo 42 Ele age conforme seu humor43 Capítulo 43 Se ela não estiver feliz, ele também não44 Capítulo 44 Apaixonar-se por mim será sua ruína45 Capítulo 45 O convite de casamento46 Capítulo 46 Comparecer ao casamento de Telmo47 Capítulo 47 Escondendo-se48 Capítulo 48 No clube49 Capítulo 49 Incapaz de pagar a dívida50 Capítulo 50 Você está com febre 51 Capítulo 51 Não fará uma exceção52 Capítulo 52 Ele não odiava aquela mudança53 Capítulo 53 Como sua verdadeira esposa54 Capítulo 54 Ele nunca permitiria que seus desejos se tornassem realidade55 Capítulo 55 Se esqueça dele56 Capítulo 56 Grávida57 Capítulo 57 Você mentiu58 Capítulo 58 Você está grávida 59 Capítulo 59 Deixe-me ficar com o bebê60 Capítulo 60 Último recurso61 Capítulo 61 Volte para ele62 Capítulo 62 Concordo com o aborto63 Capítulo 63 Ela quer morrer64 Capítulo 64 Ainda estou viva 65 Capítulo 65 Tudo deveria ter acabado66 Capítulo 66 Eu não mereço ser mãe67 Capítulo 67 Morta em vida68 Capítulo 68 Não queria estar ao seu lado69 Capítulo 69 Ficar bêbada para parar de sentir dor70 Capítulo 70 Situações difíceis71 Capítulo 71 Não me interessa nem um pouco72 Capítulo 72 Seu coração frio e adormecido73 Capítulo 73 Desta vez, ela se comportou74 Capítulo 74 A atitude presunçosa de Ana75 Capítulo 75 Tramando alguma coisa76 Capítulo 76 Um copo de leite com pílulas para dormir77 Capítulo 77 Encontrar-se com Luciano por acaso de novo78 Capítulo 78 Esqueceu de sua promessa79 Capítulo 79 Por que você é tão teimosa 80 Capítulo 80 Armação ou mera coincidência 81 Capítulo 81 Confissão de amor82 Capítulo 82 Você é o próprio diabo!83 Capítulo 83 Ferido por Anabela84 Capítulo 84 Não será fácil morrer85 Capítulo 85 Anabela desapareceu86 Capítulo 86 Anabela, como um peão87 Capítulo 87 Outro problema88 Capítulo 88 Será difícil para você sobreviver89 Capítulo 89 Ela não queria ser sua fraqueza90 Capítulo 90 Deus estava brincando com ela 91 Capítulo 91 Ela pagou com a própria vida92 Capítulo 92 É tudo culpa sua!93 Capítulo 93 Você pode seguir sua vida94 Capítulo 94 Longa separação95 Capítulo 95 Ele era inesquecível para ela96 Capítulo 96 Amor incondicional97 Capítulo 97 Não quero vê-lo agora98 Capítulo 98 Sou paciente e posso esperar99 Capítulo 99 É impossível que seja Anabela100 Capítulo 100 Encontro inesperado