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Capítulo 4
Comprometida
Palavras: 1052    |    Lançado em: 12/08/2022

Anabela trocou de roupa e saiu do banheiro. Seu marido lhe deu uma olhada rápida enquanto apertava os dentes. Sem dizer uma palavra, ele se virou e saiu impetuosamente, e ela correu atrás dele submissa.

A viagem de carro foi muito desconfortável, e durante o percurso, ela ficou encolhida em um canto. A atmosfera dentro do Bentley prateado estava tão tensa que a garota só podia olhar pela janela e rezar para que tudo aquilo acabasse o mais rápido possível.

Cada vez que José se movia, por pouco que fosse, ela tremia, com medo de que ele se aproximasse sem seu consentimento.

O silêncio tomou conta da maior parte da viagem. Em uma hora, eles chegaram à luxuosa vila de José. A casa exótica havia sido projetada exclusivamente para o homem, de maneira que só ele mesmo poderia se permitir pagar.

O carro entrou na garagem e parou. Então o homem desceu e ordenou em tom rude à esposa: "Saia do carro!"

A família Rabelo também possuía uma vila, mas era incomparável com a grandeza daquela. Ela timidamente seguiu o marido, dando cada passo com cautela.

"Senhor, já está de volta", disse o mordomo, Rodrigo, que correu em direção a eles e olhou para a bela mulher atrás do homem sem dizer nada.

José não respondeu, foi para a sala e sentou-se no sofá. Maria apareceu um pouco depois e serviu-lhe café numa xícara delicada e cara. "Senhor, aqui está o seu café." O homem costumava tomar café o tempo todo.

José inalou o aroma forte do café, feito com os melhores grãos de café da Jamaica, que era seu cheiro favorito.

Enquanto isso, Anabela permanecia imóvel, quieta. O clima sério dentro da casa a lembrou mais uma vez que ela não pertencia àquele lugar. No entanto, o fato era que não podia fugir.

De repente, a xícara de café caiu no chão e se quebrou em pedaços com grande estrondo. "Senhor!", Maria exclamou e imediatamente foi limpar, mas parou no meio do caminho quando José levantou a mão.

"Você, venha aqui limpar isto!", disse o homem, chamando Anabela, dando-lhe uma ordem com toda a crueldade.

A garota estremeceu de surpresa e olhou para ele estupefata.

"Senhora Carolina, o que foi? Você não ouviu? Ou pretende me desafiar?" José perguntou com sarcasmo.

Anabela pestanejou e desviou o olhar. Mesmo que ela se negasse a fazê-lo, ele a forçaria a limpar aquela sujeira de qualquer maneira. Além disso, ela já havia feito coisas semelhantes antes, na casa da família Rabelo.

Para Anabela, esta era uma tarefa fácil.

Em silêncio, a garota se abaixou e recolheu os pedaços da xícara, um por um, e os jogou no lixo. Maria deu a ela um pano de limpeza que usava para limpar o chão, depois de recolher os cacos.

Anabela observava as manchas de café que caíram nos sapatos do marido. Então ela os limpou cuidadosamente com lenços de papel, temendo que o homem a chutasse se não gostasse daquilo.

Mas seus cuidados não o impediram de desprezá-la. Ele não demonstraria piedade à mulher que mais odiava.

No entanto, o homem não conseguia compreender por que Carolina estava sendo tão obediente. Ele nunca esperava que ela fizesse aquilo, muito menos sem questionar.

De repente, José recolheu os pés inseguro, sem saber como deveria reagir. A garota o encarou, um pouco assustada e um tanto confusa. Será que ela tinha feito algo errado? Será que ele não ficou satisfeito?

José se inclinou para frente e a agarrou pelo queixo com força. "De agora em diante, você vai ficar aqui, sem fazer nenhum escândalo. Você não tem permissão para sair sem a minha autorização. Por outro lado, você vai ter que cuidar de tudo aqui na casa, desde a limpeza, até tudo o que eu quiser que você faça. Entendeu?", ele insistiu, em um tom autoritário.

Anabela entendeu perfeitamente que José queria que ela vivesse naquela casa, como uma criada, não como a senhora Carolina da família Fernandes.

"Sim", respondeu Anabela assentindo com a cabeça.

"Boa menina!", afirmou o homem, antes de se levantar para sair.

"Espere, eu tenho uma coisa para te perguntar", disse ela. Vendo que ele estava prestes a sair, ela o deteve na saída.

José se voltou para ela. "Se precisar de algo, pergunte a Rodrigo ou Maria." José não queria mais ter que falar com ela.

"Não! Não é nada disso." Anabela pegou a mão do seu marido e segurou-a hesitante antes de dizer: "Estou disposta a fazer tudo o que você me pedir, mas quero ir para a faculdade."

Ela queria ir para a escola? José ficou muito surpreso. Isso seria uma piada? "Você quer ir à escola? Está brincando comigo?

Você é Carolina Rabelo, ou bem, agora você é a senhora Carolina da família Fernandes. Você pode ter o que quiser. Então, por que deseja ir para a escola? Além disso, pelo que sei, você nunca foi uma boa aluna", bufou José.

A garota não sabia o que dizer. Carolina nunca se importara com nada, mas Anabela era muito diferente. Ela queria ter valor por si própria e realizar seus sonhos.

"Não me incomode mais!", ele disse a afastando. Aí se virou e saiu naquele momento.

"Senhor José", implorou Anabela. Ela não se renderia com facilidade. Queria ir atrás dele, mas Maria a deteve, dizendo: "Você não pode subir as escadas! Não pode ir ao segundo andar sem autorização!"

"Não pode ser! Por quê?" A garota precisava falar com José de alguma forma. Havia sido muito difícil para ela entrar na faculdade. Tinha trabalhado duro durante todas as férias de verão para ganhar dinheiro e pagar as custas do curso. Então, como poderia dar-se por vencida, assim tão facilmente?

Ela subiu correndo as escadas assim que Maria se distraiu um pouco. Ao vê-la entrar em seu quarto, José gritou extremamente irado: "Quem lhe deu permissão para subir?"

A garota estremeceu e se deu conta de que tinha sido imprudente. Ela não deveria ter subido as escadas sem a permissão dele.

"Saia daqui!" José rosnou novamente, quando viu que sua esposa ainda estava na porta.

Com a brutalidade de sua fala, ela estremeceu novamente. Limitou-se a baixar os olhos rapidamente e não se atreveu a olhar para ele de novo. Naquele momento, Anabela só queria correr e se esconder do seu marido.

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1 Capítulo 1 Ela era apenas uma substituta2 Capítulo 2 Ele odiava sua hipocrisia3 Capítulo 3 Ela não tinha escolha4 Capítulo 4 Comprometida5 Capítulo 5 Prometendo a ele6 Capítulo 6 Dando uma chance7 Capítulo 7 Deixando-o com raiva sem querer8 Capítulo 8 Seu belo rosto é a sua força9 Capítulo 9 Só ela podia ficar com raiva10 Capítulo 10 Ele tinha outra mulher11 Capítulo 11 Provocação descarada12 Capítulo 12 Telmo ainda era o mesmo13 Capítulo 13 Mantendo a dignidade14 Capítulo 14 Tentando compensá-lo a seu modo15 Capítulo 15 Ele é comprometido16 Capítulo 16 Sua liberdade17 Capítulo 17 Ela se curvou mais uma vez18 Capítulo 18 Ele queria conhecê-la melhor19 Capítulo 19 Ele fez o seu melhor esforço para vê-la20 Capítulo 20 Fingindo que nada aconteceu21 Capítulo 21 Pagando o preço22 Capítulo 22 Elas eram pessoas completamente diferentes23 Capítulo 23 Ela é minha esposa24 Capítulo 24 Sua vida pertencia a ele25 Capítulo 25 Não chore mais26 Capítulo 26 Ele era o seu pesadelo27 Capítulo 27 O que mais ela poderia esperar 28 Capítulo 28 Ela não tinha para onde ir29 Capítulo 29 Por favor, preciso de ajuda30 Capítulo 30 Ela estava disposta a fazer isso31 Capítulo 31 Pare de torturá-la32 Capítulo 32 O dever de esposa33 Capítulo 33 Só tenho desprezo34 Capítulo 34 Eu não posso recusar35 Capítulo 35 Perdeu o direito de amá-lo36 Capítulo 36 Tomar essa decisão por Anabela37 Capítulo 37 Não há escapatória38 Capítulo 38 Não quer ter um filho39 Capítulo 39 Passar maus bocados40 Capítulo 40 Legítima noiva41 Capítulo 41 Sentir pena por ela42 Capítulo 42 Ele age conforme seu humor43 Capítulo 43 Se ela não estiver feliz, ele também não44 Capítulo 44 Apaixonar-se por mim será sua ruína45 Capítulo 45 O convite de casamento46 Capítulo 46 Comparecer ao casamento de Telmo47 Capítulo 47 Escondendo-se48 Capítulo 48 No clube49 Capítulo 49 Incapaz de pagar a dívida50 Capítulo 50 Você está com febre 51 Capítulo 51 Não fará uma exceção52 Capítulo 52 Ele não odiava aquela mudança53 Capítulo 53 Como sua verdadeira esposa54 Capítulo 54 Ele nunca permitiria que seus desejos se tornassem realidade55 Capítulo 55 Se esqueça dele56 Capítulo 56 Grávida57 Capítulo 57 Você mentiu58 Capítulo 58 Você está grávida 59 Capítulo 59 Deixe-me ficar com o bebê60 Capítulo 60 Último recurso61 Capítulo 61 Volte para ele62 Capítulo 62 Concordo com o aborto63 Capítulo 63 Ela quer morrer64 Capítulo 64 Ainda estou viva 65 Capítulo 65 Tudo deveria ter acabado66 Capítulo 66 Eu não mereço ser mãe67 Capítulo 67 Morta em vida68 Capítulo 68 Não queria estar ao seu lado69 Capítulo 69 Ficar bêbada para parar de sentir dor70 Capítulo 70 Situações difíceis71 Capítulo 71 Não me interessa nem um pouco72 Capítulo 72 Seu coração frio e adormecido73 Capítulo 73 Desta vez, ela se comportou74 Capítulo 74 A atitude presunçosa de Ana75 Capítulo 75 Tramando alguma coisa76 Capítulo 76 Um copo de leite com pílulas para dormir77 Capítulo 77 Encontrar-se com Luciano por acaso de novo78 Capítulo 78 Esqueceu de sua promessa79 Capítulo 79 Por que você é tão teimosa 80 Capítulo 80 Armação ou mera coincidência 81 Capítulo 81 Confissão de amor82 Capítulo 82 Você é o próprio diabo!83 Capítulo 83 Ferido por Anabela84 Capítulo 84 Não será fácil morrer85 Capítulo 85 Anabela desapareceu86 Capítulo 86 Anabela, como um peão87 Capítulo 87 Outro problema88 Capítulo 88 Será difícil para você sobreviver89 Capítulo 89 Ela não queria ser sua fraqueza90 Capítulo 90 Deus estava brincando com ela 91 Capítulo 91 Ela pagou com a própria vida92 Capítulo 92 É tudo culpa sua!93 Capítulo 93 Você pode seguir sua vida94 Capítulo 94 Longa separação95 Capítulo 95 Ele era inesquecível para ela96 Capítulo 96 Amor incondicional97 Capítulo 97 Não quero vê-lo agora98 Capítulo 98 Sou paciente e posso esperar99 Capítulo 99 É impossível que seja Anabela100 Capítulo 100 Encontro inesperado