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Capítulo 14
Tentando compensá-lo a seu modo
Palavras: 1014    |    Lançado em: 12/08/2022

Anabela não disse mais nada ao ver que Telmo insistia. Ela temia que, se lhe desse algumas respostas, ele suspeitaria de algo. Mas quanto tempo mais poderia esconder tudo aquilo dele?

Logo depois de sair do café, Telmo a levou de volta para a escola. "Anabela, vamos jantar juntos esta noite, está bem?", disse Telmo, quando eles chegavam no portão da escola. Ele parecia relutar em ir embora.

Anabela olhou para ele e respondeu: "Telmo, nesta noite, eu tenho que trabalhar meio turno. Podemos deixar para outra ocasião, pode ser?"

Telmo a analisou por um momento. Percebendo que não era conveniente para Anabela sair naquela noite, ele não a importunou mais, e acrescentou: "Tudo bem! Aqui está o meu novo número de telefone. Você pode me ligar quando tiver tempo, de acordo?"

"Certo, tudo bem", disse Anabela, pegando o cartão de visita e examinando o cargo dele, onde se lia: Diretor Executivo e Vice-Presidente do Grupo Silva.

Assim que a garota terminou suas aulas, voltou para a villa. Estava vazia e seu marido ainda não havia regressado à casa. Por causa disso, a garota se sentiu aliviada, pelo menos por alguns momentos.

Ajudou Maria a preparar o jantar e esperou que José voltasse para lhe dar uma explicação.

"Senhora Carolina, por favor, jante você primeiro! Como o senhor José não ligou novamente, ele pode nem voltar esta noite", expressou Maria com preocupação, vendo que a garota não estava comendo ou bebendo nada porque estava esperando que José voltasse. Já era quase meia-noite.

Anabela balançou a cabeça, respondendo: "Não importa, ele vai voltar."

Anabela sabia que a volta do seu marido não seria uma coisa boa para ela. No entanto, pensava que ele regressaria mais cedo ou mais tarde, e ela deveria enfrentar os acontecimentos. Naquele dia, ela havia topado com José, e foi algo difícil de explicar.

Finalmente, o carro de seu marido adentrou a villa à uma hora da madrugada.

Ao ouvir os ruídos, Anabela estremeceu de medo.

Tão logo José entrou, a garota sentiu que um calafrio percorria seu corpo. Era época de outono, mas parecia mais frio do que nunca, como se estivesse no inverno.

"Você voltou", disse Anabela, aproximando-se dele. 'Será que havia alguma chance de negociar com ele?', pensou a moça.

O homem olhou para ela com frieza. Aquela mulher estaria pretendendo se desculpar com ele e bajulá-lo?

"Bem, você já comeu? Acabei de preparar o jantar." Anabela reuniu toda a sua coragem para dizer isso a ele.

José foi direto para a sala de jantar e observou a sopa ao lado dos quatro pratos na mesa. Na verdade, eles pareciam ter sido feitos com esmero. Mesmo que a comida estivesse fria, aqueles pratos ainda deixariam as pessoas com água na boca. No entanto, o homem não se deixou subornar pela comida.

A mulher o havia enganado, pois tinha se encontrado com um homem fora de casa. Então, como poderia perdoá-la, simplesmente porque ela havia preparado alguns pratos para ele?

Por acaso Carolina estava subestimando-o ou ela pensava que ele era generoso? 'Talvez a tivesse deixado muito solta nesses dias e ela acreditou que poderia fazer o que quisesse', pensou José.

"Carolina, como você se atreve? Como você pode usar a comida para compensar o seu pecado? Acha que sou assim tão fácil de se conviver? Você se esqueceu de que é casada comigo? Está bem! Então deixe-me fazê-la recordar." Movendo sua grande mão, José, de novo, atirou os pratos que estavam sobre a mesa no chão. Os pratos de porcelana se partiram em pedaços ao cair no piso.

Anabela estava prestes a se inclinar para limpar, mas na mesma hora, o homem a empurrou e a pressionou contra a mesa.

"O que... O que você vai fazer?" Ela exclamou, estremecendo, com as costas apoiadas na mesa fria.

"O que eu vou fazer? O que você pensa que eu vou fazer?" José respondeu, olhando com frieza para a esposa.

O homem se sentia extremamente mal-humorado ao pensar no que a mulher teria feito no restaurante naquela tarde, com aquele homem. A garota era realmente uma tentação. Não era de se estranhar que tantos homens estivessem a assediá-la, mas José só queria humilhá-la em todos os sentidos.

"Carolina, você pode conversar e demonstrar alegria com outros homens. E aí, não deveria se negar a mim, que eu sou seu verdadeiro marido, certo?", disse José claramente, demostrando ódio e frieza nessas palavras.

"Não, eu realmente não fiz nada de mais; você está interpretando tudo errado. Ele e eu somos apenas..." José segurava Anabela com força, então ela não conseguia se mover. Sua explicação foi acompanhada por dois fios de lágrimas. No entanto, isso não fez com que José sentisse um pouco de pena dela.

'Por que ele quer me machucar mais?', Ayla pensou, segurando a beirada da mesa com força. Ela estava com medo, mas aquele homem sempre a humilhava daquela maneira, não era verdade?

Anabela não sabia quanto tempo havia durado sua dor; ela só sabia que havia desmaiado por causa dela.

Ao acordar, estava sozinha na fria sala de jantar.

Tentando suportar a dor, Anabela se sentou e recolheu o vestido do chão para cobrir o corpo. Depois, voltou para o seu quarto e entrou no banheiro.

Será que ela já havia finalizado a negociação com ele naquele dia?

Ela olhou para cima e para baixo no espelho e se deu conta de que o seu marido havia deixado hematomas por todo o seu corpo.

Doía, Anabela sentia dor em todo o corpo, mesmo quando estava em pé. Ela se agachou embaixo do chuveiro e ali lavou todo o corpo com água quente, esfregando com força cada parte. Queria eliminar todos os vestígios, inclusive a respiração, que o homem havia deixado em seu corpo.

O ato de José era a última dor que Anabela queria suportar e, talvez, deixasse uma sombra que ela nunca poderia apagar em toda a sua vida.

'Telmo, o que você supõe que eu deva fazer? O que mais eu tenho que fazer?', se perguntou a garota. As lágrimas continuavam correndo dos olhos de Anabela.

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1 Capítulo 1 Ela era apenas uma substituta2 Capítulo 2 Ele odiava sua hipocrisia3 Capítulo 3 Ela não tinha escolha4 Capítulo 4 Comprometida5 Capítulo 5 Prometendo a ele6 Capítulo 6 Dando uma chance7 Capítulo 7 Deixando-o com raiva sem querer8 Capítulo 8 Seu belo rosto é a sua força9 Capítulo 9 Só ela podia ficar com raiva10 Capítulo 10 Ele tinha outra mulher11 Capítulo 11 Provocação descarada12 Capítulo 12 Telmo ainda era o mesmo13 Capítulo 13 Mantendo a dignidade14 Capítulo 14 Tentando compensá-lo a seu modo15 Capítulo 15 Ele é comprometido16 Capítulo 16 Sua liberdade17 Capítulo 17 Ela se curvou mais uma vez18 Capítulo 18 Ele queria conhecê-la melhor19 Capítulo 19 Ele fez o seu melhor esforço para vê-la20 Capítulo 20 Fingindo que nada aconteceu21 Capítulo 21 Pagando o preço22 Capítulo 22 Elas eram pessoas completamente diferentes23 Capítulo 23 Ela é minha esposa24 Capítulo 24 Sua vida pertencia a ele25 Capítulo 25 Não chore mais26 Capítulo 26 Ele era o seu pesadelo27 Capítulo 27 O que mais ela poderia esperar 28 Capítulo 28 Ela não tinha para onde ir29 Capítulo 29 Por favor, preciso de ajuda30 Capítulo 30 Ela estava disposta a fazer isso31 Capítulo 31 Pare de torturá-la32 Capítulo 32 O dever de esposa33 Capítulo 33 Só tenho desprezo34 Capítulo 34 Eu não posso recusar35 Capítulo 35 Perdeu o direito de amá-lo36 Capítulo 36 Tomar essa decisão por Anabela37 Capítulo 37 Não há escapatória38 Capítulo 38 Não quer ter um filho39 Capítulo 39 Passar maus bocados40 Capítulo 40 Legítima noiva41 Capítulo 41 Sentir pena por ela42 Capítulo 42 Ele age conforme seu humor43 Capítulo 43 Se ela não estiver feliz, ele também não44 Capítulo 44 Apaixonar-se por mim será sua ruína45 Capítulo 45 O convite de casamento46 Capítulo 46 Comparecer ao casamento de Telmo47 Capítulo 47 Escondendo-se48 Capítulo 48 No clube49 Capítulo 49 Incapaz de pagar a dívida50 Capítulo 50 Você está com febre 51 Capítulo 51 Não fará uma exceção52 Capítulo 52 Ele não odiava aquela mudança53 Capítulo 53 Como sua verdadeira esposa54 Capítulo 54 Ele nunca permitiria que seus desejos se tornassem realidade55 Capítulo 55 Se esqueça dele56 Capítulo 56 Grávida57 Capítulo 57 Você mentiu58 Capítulo 58 Você está grávida 59 Capítulo 59 Deixe-me ficar com o bebê60 Capítulo 60 Último recurso61 Capítulo 61 Volte para ele62 Capítulo 62 Concordo com o aborto63 Capítulo 63 Ela quer morrer64 Capítulo 64 Ainda estou viva 65 Capítulo 65 Tudo deveria ter acabado66 Capítulo 66 Eu não mereço ser mãe67 Capítulo 67 Morta em vida68 Capítulo 68 Não queria estar ao seu lado69 Capítulo 69 Ficar bêbada para parar de sentir dor70 Capítulo 70 Situações difíceis71 Capítulo 71 Não me interessa nem um pouco72 Capítulo 72 Seu coração frio e adormecido73 Capítulo 73 Desta vez, ela se comportou74 Capítulo 74 A atitude presunçosa de Ana75 Capítulo 75 Tramando alguma coisa76 Capítulo 76 Um copo de leite com pílulas para dormir77 Capítulo 77 Encontrar-se com Luciano por acaso de novo78 Capítulo 78 Esqueceu de sua promessa79 Capítulo 79 Por que você é tão teimosa 80 Capítulo 80 Armação ou mera coincidência 81 Capítulo 81 Confissão de amor82 Capítulo 82 Você é o próprio diabo!83 Capítulo 83 Ferido por Anabela84 Capítulo 84 Não será fácil morrer85 Capítulo 85 Anabela desapareceu86 Capítulo 86 Anabela, como um peão87 Capítulo 87 Outro problema88 Capítulo 88 Será difícil para você sobreviver89 Capítulo 89 Ela não queria ser sua fraqueza90 Capítulo 90 Deus estava brincando com ela 91 Capítulo 91 Ela pagou com a própria vida92 Capítulo 92 É tudo culpa sua!93 Capítulo 93 Você pode seguir sua vida94 Capítulo 94 Longa separação95 Capítulo 95 Ele era inesquecível para ela96 Capítulo 96 Amor incondicional97 Capítulo 97 Não quero vê-lo agora98 Capítulo 98 Sou paciente e posso esperar99 Capítulo 99 É impossível que seja Anabela100 Capítulo 100 Encontro inesperado