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Capítulo 8
Seu belo rosto é a sua força
Palavras: 1044    |    Lançado em: 12/08/2022

A febre alta de Anabela não cedia, o que deixou Maria muito preocupada. Embora o José não houvesse autorizado, a mulher não teve alternativa, a não ser chamar um médico.

"É necessário ela tomar uma injeção para baixar a febre. Caso contrário, pode contrair uma pneumonia", disse o médico enquanto preparava a injeção.

"A febre da senhora Carolina é muito grave?", perguntou Maria ao médico. Ela estava nervosa porque sabia que o senhor José estava de mau humor. E se algo acontecesse à mulher com quem ele acabara de se casar, poderia ficar furioso.

"Bem, é um problema delicado. Neste momento, ela está muito debilitada. Ela precisa fazer repouso." O médico fez a injeção na garota e em seguida prescreveu a receita.

Embora a temperatura de Anabela tivesse diminuído após receber a injeção, ela permanecia inconsciente.

José voltou para casa quase ao amanhecer. Ao entrar no hall, não encontrou ninguém. "Maria!" Ele gritou.

"Senhor, que bom que você voltou", Maria respondeu de seu quarto.

O homem resmungou, subiu as escadas e encontrou sua esposa que ainda dormia sem despertar. Então, na mesma hora, ordenou: "Mande-a lá para baixo! E limpe meu quarto!" José detestava que outras pessoas tocassem em seus pertences.

Maria e Rodrigo carregaram a garota para o primeiro andar e a levaram para o quarto dela. No dia seguinte, quando Anabela finalmente voltou a si, já era quase meio-dia. Ela olhou à sua volta e lentamente recordou o que acontecera na noite anterior. 'Mas como estava de volta a seu quarto?', se perguntou. A menina pôs a mão na cabeça, sentia muita dor e fraqueza extrema no corpo.

Naquele momento, Maria abriu a porta e entrou. "Ah! Senhora Carolina, enfim você acordou. Daqui a pouco, vou lhe trazer mingau de aveia", disse a mulher. Logo depois, trouxe o que prometera.

"Agradeço muito, dona Maria. Obrigada por ter cuidado de mim ontem à noite", disse a garota. Na verdade, ela estava mais preocupada com as aulas do que com a saúde, mas se não recuperasse as forças, não poderia ir à escola.

"Não precisa agradecer, mas cuide-se bem daqui para a frente. Como pode ser tão descuidada e tomar banho de água fria?", perguntou Maria. Ela tinha se assustado muito quando constatou que a garota estava com uma febre tão alta.

Anabela sorriu impotente. "Ok, vou me cuidar mais no futuro", respondeu ela.

Apesar da fraqueza, ela conseguiu ir para a escola, Leonel a levou até lá.

Ela sempre preferiu se sentar na primeira fileira, mas naquele dia, escolheu a última, pois tinha medo de afetar os outros estudantes se continuasse a tossir.

No entanto, a garota não podia deixar de ouvir as fofocas sobre ela, pois seus colegas não paravam de sussurrar baixinho.

"Eu vi Anabela chegar num carro de luxo esta tarde. Ouvi dizer que ela encontrou um idoso milionário", disse um de seus colegas.

"É sério? Como ela pode ser tão sem vergonha a ponto de dormir com um velho rico? Ela é muito bonita. No entanto, também é uma oportunista", disse outro rapaz.

"E de que adianta a ela ser bonita?" Alguém perguntou em tom jocoso. "Se você não tem dinheiro, seu lindo rosto é a sua força!" Respondeu outro estudante.

Anabela ficou chocada ao saber que seus colegas pensavam tão mal dela.

Como muitos alunos a viram chegar em um carro luxuoso no segundo dia de aula, passaram a olhar para ela de forma diferente. Por causa disso, era evidente que seu futuro dava margem a todos os tipos de boato.

Anabela se sentia aborrecida e sem fome durante a hora do almoço, e assim que foi possível voltou ao seu dormitório para descansar. Uma de suas companheiras de quarto, Verónica Alves, a viu deitada na cama e notou que seu rosto estava pálido. Preocupada, ela perguntou: "Anabela, você está se sentindo bem?"

"Sim, estou bem. Eu só me senti um pouco atordoada. Por isso, vim descansar", respondeu Anabela, tentando dar um sorriso.

Verónica trouxe um copo de água para Anabela e disse; "Tome um pouco de água."

"Obrigada", respondeu a garota. Aquela companheira de quarto sempre tinha sido muito educada com ela.

"Verónica, não se preocupe com ela. Com certeza deve ter passado uma noite cansativa. Provavelmente é esta a razão pela qual ela está se sentindo exausta", Linda acrescentou com desprezo. Ela odiava mulheres que usavam sua beleza para obter coisas, como Anabela.

"Linda, como você pode dizer tal coisa? Anabela está doente", afirmou Verónica para Linda.

Para provocar mais, Linda respondeu: "Claro, quem sabe que tipo de doença aquele homem lhe transmitiu. Além disso, ela é indiscreta, não se importa em exibir sua vida privada. É melhor você não ficar perto dela." Depois de dizer isto, a garota saiu do dormitório bufando.

Ao perceber o rosto de Anabela cada vez mais pálido, Verónica se aproximou dela e a consolou: "Eu confio em você. Sei que você não é desse tipo de gente."

"Obrigada por acreditar em mim", Anabela respondeu. Ela era introvertida e tinha poucos amigos. Na verdade, nunca teve muitos na escola. Verónica era a única que conversava com ela.

José desceu as escadas quando já era meio-dia. "Onde está minha esposa, Maria?", perguntou ele.

"Ela foi para a faculdade", respondeu a mulher com toda a sinceridade.

"O quê?", José vociferou, cerrando os dentes. Ela ainda tinha forças suficientes para ir a escola? 'Será que ela tinha ido ver aquele garoto chamado Telmo?', pensou.

"Senhor, a senhora Carolina saiu apressada e se esqueceu de tomar o remédio. Quer que eu mande levar para ela?" Maria perguntou com cuidado. Estava temerosa de que o senhor José ficasse chateado. Mas se a senhora Carolina não tomasse o remédio, ela poderia ficar doente de novo.

"Não", respondeu José, fazendo um gesto de indiferença com as mãos. Pensou que a mulher já tinha um homem para cuidar dela, então não era necessário receber mais atenção.

José não esperava que sua esposa se atrevesse a quebrar as regras mais uma vez. Até aquele momento, ele tinha sido bom para ela. No entanto, agora ela já tinha passado dos limites e Brian estava farto.

"Mas, senhor, a senhora Carolina..." Maria queria dizer mais alguma coisa, mas guardou para si resto da frase, quando José olhou fixamente para ela.

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1 Capítulo 1 Ela era apenas uma substituta2 Capítulo 2 Ele odiava sua hipocrisia3 Capítulo 3 Ela não tinha escolha4 Capítulo 4 Comprometida5 Capítulo 5 Prometendo a ele6 Capítulo 6 Dando uma chance7 Capítulo 7 Deixando-o com raiva sem querer8 Capítulo 8 Seu belo rosto é a sua força9 Capítulo 9 Só ela podia ficar com raiva10 Capítulo 10 Ele tinha outra mulher11 Capítulo 11 Provocação descarada12 Capítulo 12 Telmo ainda era o mesmo13 Capítulo 13 Mantendo a dignidade14 Capítulo 14 Tentando compensá-lo a seu modo15 Capítulo 15 Ele é comprometido16 Capítulo 16 Sua liberdade17 Capítulo 17 Ela se curvou mais uma vez18 Capítulo 18 Ele queria conhecê-la melhor19 Capítulo 19 Ele fez o seu melhor esforço para vê-la20 Capítulo 20 Fingindo que nada aconteceu21 Capítulo 21 Pagando o preço22 Capítulo 22 Elas eram pessoas completamente diferentes23 Capítulo 23 Ela é minha esposa24 Capítulo 24 Sua vida pertencia a ele25 Capítulo 25 Não chore mais26 Capítulo 26 Ele era o seu pesadelo27 Capítulo 27 O que mais ela poderia esperar 28 Capítulo 28 Ela não tinha para onde ir29 Capítulo 29 Por favor, preciso de ajuda30 Capítulo 30 Ela estava disposta a fazer isso31 Capítulo 31 Pare de torturá-la32 Capítulo 32 O dever de esposa33 Capítulo 33 Só tenho desprezo34 Capítulo 34 Eu não posso recusar35 Capítulo 35 Perdeu o direito de amá-lo36 Capítulo 36 Tomar essa decisão por Anabela37 Capítulo 37 Não há escapatória38 Capítulo 38 Não quer ter um filho39 Capítulo 39 Passar maus bocados40 Capítulo 40 Legítima noiva41 Capítulo 41 Sentir pena por ela42 Capítulo 42 Ele age conforme seu humor43 Capítulo 43 Se ela não estiver feliz, ele também não44 Capítulo 44 Apaixonar-se por mim será sua ruína45 Capítulo 45 O convite de casamento46 Capítulo 46 Comparecer ao casamento de Telmo47 Capítulo 47 Escondendo-se48 Capítulo 48 No clube49 Capítulo 49 Incapaz de pagar a dívida50 Capítulo 50 Você está com febre 51 Capítulo 51 Não fará uma exceção52 Capítulo 52 Ele não odiava aquela mudança53 Capítulo 53 Como sua verdadeira esposa54 Capítulo 54 Ele nunca permitiria que seus desejos se tornassem realidade55 Capítulo 55 Se esqueça dele56 Capítulo 56 Grávida57 Capítulo 57 Você mentiu58 Capítulo 58 Você está grávida 59 Capítulo 59 Deixe-me ficar com o bebê60 Capítulo 60 Último recurso61 Capítulo 61 Volte para ele62 Capítulo 62 Concordo com o aborto63 Capítulo 63 Ela quer morrer64 Capítulo 64 Ainda estou viva 65 Capítulo 65 Tudo deveria ter acabado66 Capítulo 66 Eu não mereço ser mãe67 Capítulo 67 Morta em vida68 Capítulo 68 Não queria estar ao seu lado69 Capítulo 69 Ficar bêbada para parar de sentir dor70 Capítulo 70 Situações difíceis71 Capítulo 71 Não me interessa nem um pouco72 Capítulo 72 Seu coração frio e adormecido73 Capítulo 73 Desta vez, ela se comportou74 Capítulo 74 A atitude presunçosa de Ana75 Capítulo 75 Tramando alguma coisa76 Capítulo 76 Um copo de leite com pílulas para dormir77 Capítulo 77 Encontrar-se com Luciano por acaso de novo78 Capítulo 78 Esqueceu de sua promessa79 Capítulo 79 Por que você é tão teimosa 80 Capítulo 80 Armação ou mera coincidência 81 Capítulo 81 Confissão de amor82 Capítulo 82 Você é o próprio diabo!83 Capítulo 83 Ferido por Anabela84 Capítulo 84 Não será fácil morrer85 Capítulo 85 Anabela desapareceu86 Capítulo 86 Anabela, como um peão87 Capítulo 87 Outro problema88 Capítulo 88 Será difícil para você sobreviver89 Capítulo 89 Ela não queria ser sua fraqueza90 Capítulo 90 Deus estava brincando com ela 91 Capítulo 91 Ela pagou com a própria vida92 Capítulo 92 É tudo culpa sua!93 Capítulo 93 Você pode seguir sua vida94 Capítulo 94 Longa separação95 Capítulo 95 Ele era inesquecível para ela96 Capítulo 96 Amor incondicional97 Capítulo 97 Não quero vê-lo agora98 Capítulo 98 Sou paciente e posso esperar99 Capítulo 99 É impossível que seja Anabela100 Capítulo 100 Encontro inesperado